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Coisas e cenas & cenas e coisas

Hoje dei comigo a olhar a Lua e uma vez mais a pensar em nós… E apeteceu-me escrever. Ou pelo menos tentar verbalizar, escrevendo um bocadinho daquilo que por vezes é tão difícil e principalmente estranho de sentir e ao que parece, também cada vez mais difícil de conversar contigo. Cada vez mais a nossa estória (agora é fino escrever-se assim) é uma montanha russa de emoções. Dito assim até que nem parece nada mal, mas… (há sempre um mas e este hoje a mim parece-me enorme). Adiante, todos sabemos que as relações são feitas mesmo assim, de momentos mais felizes ou até mesmo estupidamente felizes e outros nem tanto assim! Mas… juntos vivemos “coisas e cenas e cenas e coisas” do arco da velha. E que bom que é viver assim. Mas se me perguntarem vou dizer – que nem nunca vivi assim, nem nunca mais volto a viver. Era só o que faltava ficarem a saber tanto da minha vida como eu. E o mais estranho… é que tudo se tornou mais complicado e difícil quando passamos a ter a vida supostamente facilitada. Realmente… controvérsias da vida ou será que não? Com o que vou escrever de seguida, todos vão de imediato dizer em pensamento que sou uma Complicadinha da Silva e, se calhar tenho de dar a mão à palmatória e admitir que sou. Mas, lá voltamos nós ao eterno mas, custa-me horrores e magoa-me que se farta esta “espécie” de apagões que hoje em dia aconteceu à maioria da vida pessoal e principalmente à vida social da maioria de nós. Estas nossas retiradas de jogo sem aviso prévio e sem motivo explicável! Juro que por mais voltas que dê à minha cabeça e ao meu coração continuam para mim a não fazer sentido. De repente perde-se a vontade por completo de sair, de dar um abraço ou até mesmo de beijar mais demoradamente alguém que nos é muito especial. Será que alguma vez iremos perceber ou sequer imaginar o que isso mexe a nível intelectual e físico de mulheres e homens que continuam apaixonadas/os pela sua vida e continuam a desejar explorá-la fervorosamente?! Mas não um desejo tipo fast food e a “andar violeta”… Não… é um desejo inquietante à antiga portuguesa… E… depois há dias e noites lindas que hão de perdurar para sempre nas minhas/nossas memórias e no meu/nosso coração mas depois há os outros… os outros! E eu com sede de viver e de ser feliz. Sem obrigação. Só por amor. Só com amor. Sempre e só assim. De: Teresa Tapadas Para: Ex.mo Sr. Fado [em caso de ausência entregar em mão à Sra D.ª Vida] Riachos, 3 novembro 2017, algures onde tudo isto existe, tudo isto é triste (mas… ), tudo isto são COISAS e CENAS & CENAS e COISAS.

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