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Cuidar da alma

Prestamos hoje muitos cuidados ao corpo. Preocupamo-nos com a saúde, concretamente com o colesterol, a tensão arterial, a alimentação saudável e outros indicadores de boa forma corporal. Fazemos exercício físico, damos muita atenção à imagem, à forma de vestir e de nos apresentar. Mas a saúde do corpo e a imagem exterior também dependem da alma, da harmonia interior. Ora, frequentemente, descuramos esta dimensão espiritual. Que alimento tomamos para a alma? Quanto tempo dedicamos por dia a algum exercício espiritual? Onde recebemos força para travar o bom combate da fé? Ao celebrar, em novembro, o mês das almas, a tradição cristã convida-nos a cuidar da alma com a mesma dedicação com que cuidamos do corpo. Como diz um velho ditado “mens sana in corpore sano”, ou
seja, uma “mente sã num corpo são” é base de uma vida harmoniosa e plena. As Sagradas Escrituras, na sua sabedoria de muitos séculos, proclamam a felicidade de quem escuta a Palavra de Deus e a cumpre, de quem confia no Senhor, de quem pratica o bem e contribui para tornar melhores os outros. O corpo exterioriza o que vai no interior e é na dimensão espiritual que está a verdadeira riqueza que perdura. É a alma que dá sentido e orientação à vida humana. Só crescemos na vida espiritual com esforço, exercício e programa. Não podemos deixar para quando nos apetece ou nos vemos em aflição. Se o caro leitor está nesta situação estabeleça já algumas regras básicas. E ajude outros a fazê-lo também. Reserve, pelo menos, dez minutos por dia para a vida interior, cuidando da meditação e do diálogo com Deus. Escu
temos a Sua voz nas Sagradas Escrituras praticando a leitura meditada e orante de pequenos textos bíblicos, tendo-os à mão na mesinha de cabeceira. Vivamos a Eucaristia dominical como um encontro vivificante com o Senhor e com a comunidade. Participemos na missa ferial quando pudermos. Levemos ajuda e um sorriso aos que necessitam de amor e esperança. O nosso quotidiano terá outra profundidade e júbilo. Não estamos sozinhos neste caminho. Temos uma multidão imensa que nos acompanha e apoia, pois participamos da “Comunhão dos Santos”. Assim nos assegura a Carta aos Hebreus: “Rodeados como estamos de tal nuvem de testemunhas, deixando de lado todo o impedimento e todo o pecado, corramos com perseverança a prova que nos é proposta, tendo os olhos postos em Jesus, autor e consumador da fé”. ( Heb 12, 1-2).
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