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É sina nossa

Na minha última intervenção trazia a estas páginas um louvor pela denúncia de um mal que nos atormenta de forma continuada: a poluição. Em meados do século passado ainda as palavras do poeta quinhentista António Ferreira se podiam aplicar ao nosso rio que ele designava por claro Almonda. Depois, a partir de certo momento,as águas claras tornaram-se de todas as cores, mal cheirosas e nada claras. Foram muitos anos de tormento, de degradação do ambiente. Nas últimas décadas a situação melhorou, mas por vezes há retrocessos, o rio sofre os abusos dos homens e exige-se ao cidadão que não descure a vigilância. Este jornal bastas vezes tem denunciado
o abuso e o crime de alguns (sempre impunes). Mais uma vez este jornal no seu último número lança um alerta para a deplorável situação que se vive ali para os lados do Bairro da Fábrica. Mas não se pense que o mal se restringe a este local. Espalha-se pelos arredores e chega dentro da cidade. É sina nossa. Quem não ouve as
reclamações dos munícipes? É sina nossa esta degradação da nossa vida. Faz bem este jornal em continuar a denunciar um mal público, uma calamidade. Que ao jornal O Almonda não doa a caneta. Também vem até mim, provedor do leitor, um amigo, por contacto telefónico, sugerindo que se faça uma revisão dos textos deste jornal, pois há erros e gralhas que se podiam evitar. E acrescenta, esse meu amigo, que o jornal deve procurar a correcção, para maior clareza e para bom tratamento da língua portuguesa. E dá exemplos, apontando o último
número de O Almonda, onde o verbo haver é usado no plural, o que está errado, neste caso, pois o verbo como impessoal e significando existir só se usa no singular. E esse, crítico, professor de português, dá alguns exemplos de aplicação correcta do verbo haver: houve muitos homens/ haja muitas casas e não, houveram muitos homens
e hajam muitas casas. Aqui fica o reparo e o agradecimento.

Há sempre gralhas, erros, imprecisões cometidos por quem escreve. Ai de mim, que também escrevo.

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