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Porque há tanta incompetência na coisa pública

Em todo o mundo! Desde a grande e rica América até à paupérrima Coreia do Norte, passando pelo querido Brasil, pela Turquia, Rússia e Irão até à Europa. Como é possível que tenhamos chegado à segunda década do século XXI, nesta convulsão quase universal que carateriza as relações dentro e fora dos povos. Por falar em Europa, para começar, em Espanha, tem sido gritante a falta de rasgo para dialogar, ao contrário de Portugal que tem sido observado pelos maiores países do velho continente, para copiar o modelo “geringonciano” de governação. Estou a referir-me ao profundo desacordo entre o governo espanhol de Rajoy e o governo catalão da Generalitat, que há muito não se considera espanhol, pelo que continuam a não ser capazes de poder abrir uma porta para um saudável relacionamento dentro de Espanha e dentro da União Europeia. É com muita pena que verifico isto, porque este país de Cervantes, o meu segundo país, é composto por várias autonomias agregadas, de uma forma que podem continuar a dar que falar na Europa e no mundo. Oxalá outras autonomias espanholas não queiram começar a esbracejar, é um completo paradoxo estar a construir na Europa, por um lado, e a destruir por outro. Por isso, Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia, não pode ser intermediário, para a Catalunha, é que nesse caso, a curto prazo, seriam eventualmente mais de noventa países associados, é que desunir será mais fácil que unir. Nos Estados Unidos, Trump também só desfaz o que Obama construiu e provoca a Coreia, governada por um jovem a quem parece faltar bom senso. Também o Irão dá sinais de querer continuar com o nuclear, quando precisamos de paz. Na Rússia e Turquia a instabilidade não parece acabar, sendo dois países geoestratégicos. Internamente, aqui no nosso retângulo, os fogos continuam, desgraçadamente, a assolar-nos, a destruir aldeias e a fazer vítimas, muitas delas mortais, mais uma vez. Portugal já não é capaz de proteger os seus cidadãos e bens.

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