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Identidade de um jornal católico

A última edição deste nosso semanário apresenta uma crónica sobre algumas aldeias situadas nas redondezas de
Torres Novas que aplaudem o Novo “O Almonda”achando-o mais aberto, mais interessante e mais atento a estas populações rurais. E pedem os leitores que este semanário preste ainda mais atenção à vida das povoações das redondezas da cidade. Parece-me um pedido pertinente, pois um jornal católico, por vocação e identidade, deve estar aberto a todos, atento às periferias, promotor do desenvolvimento, acolhedor das diferenças. Ser católico
é uma forma de pensar e de agir caracterizada pela universalidade, pela proximidade dos que estão fora dos centros importantes, pelo apoio aos que têm menos recursos. Abertura, proximidade e fraternidade
aberta devem ser a marca da identidade do jornal católico.
Notamos na cultura atual muitos grupos fechados, tribalismos, nacionalismos míopes, interesses particulares, clãs
que se protegem e defendem os seus privilégios. Frequentemente, para se autopromoverem, depreciam os outros. Muitos membros destes grupos ou clubes não veem para além do seu partido ou ideologia. Como se o bem e a verdade fossem sua pertença exclusiva e nos outros, diferentes, apenas houvesse engano e maldade. Nós
cristãos, se nos guiarmos pelo Evangelho, sentimo-nos diferentes. Estamos neste mundo mas não vivemos nem pensamos à maneira do mundo. Lembramo-nos da recomendação do Evangelho: “Vós sois a luz do mundo… brilhe a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras…”.
Temos, portanto, a missão de fazer brilhar a luz do Evangelho da verdade, da justiça e da misericórdia.
A Igreja católica e seus organismos têm uma referência fundadora normativa, o Pentecostes, que leva a falar todas as línguas e a acolher todas as culturas, integrando-as na comunhão da mesma fé. Por isso, quem é católico considera o bem, a verdade e a fraternidade presentes em todos e ao alcance de todos. Não se fecha, não se
julga superior nem exclui ninguém. Considera a globalidade, o todo, sempre superiores ao bem de cada parte. Coloca o bem comum acima do bem individual. Sem deixar de denunciar as injustiças e os abusos, realça e promove as boas notícias, as iniciativas louváveis, os projetos solidários.

Neste contexto de fé cristã, um jornal católico, como d’”O Almonda”, está aberto a todos, ao serviço de todos e precisa de todos. A todos procura enriquecer com o património da Igreja (cultural, educativo, espiritual).
Mas precisa também de todos para realizar a sua missão. Precisa de si caro leitor. Ao celebrar proximamente os 99 anos precisa de conquistar 99 novos assinantes. Conta consigo para esta expansão. Partilhe com um amigo uma nova assinatura. Enriqueça o jornal e contribua para a sua missão humanizadora

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