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A rapariga solitária

Uma rapariga que se diz solitária escreveu para, “O Almonda”, a dizer que nosso jornal é sua única companhia. Minha amiga rapariga solitária: quando encontrar a companhia certa vai entender porque é que todas as
outras companhias te deixaram. Quando encontrar a pessoa que realmente te merece, vais entender porque
as coisas não funcionaram com todas as outras que não quiseram te ouvir. E aí, lendo
juntos, perceberás que “O Almonda” será ainda mais agradável.

O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse tu”. Não se ama quem “fala bonito”, mas sim quem “escuta bonito”. A fala é bonita quando ela nasce de uma longa escuta em silêncio.
É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que termina. Não aprendi isso nas Universidades que frequentei. Aprendi aqui no “O Almonda”, a prestar atenção aos nossos leitores, ouvindo suas queixas, enquanto ajustamos, no balanço da caminhada este sempre novo e sempre velho jornal, que no dia 20 de novembro completará 99 anos.Aproveito a conversa para pedir um presente de aniversário para o nosso jornal: o presente são 99 novas assinaturas. Se cada pessoa que ler “à Janela” conseguir uma nova assinatura, então, o aniversário de “O Almonda” estará celebrado. Mas essa conversa não acaba aqui; ainda vou falar do presente que “O Almonda” nos dará a partir de dezembro.
Para já e a pedido, voltaram as leituras completas da liturgia dominical. Em breve na Vida Interior, seguirá a estreia
da jornalista Carla Paixão com uma página sobre crianças. Bem-haja, vou de férias, mas escrevo de onde estiver.

Durval Baranowske, diretor

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