“Tem parentesco com as hienas e todas as hienas serão tuas amigas” Provérbio africano
Sobre Trump e sua política ecoterrorista pouco haverá a dizer que não tenha já sido dito. Talvez seja apenas de acrescentar que, se bem que incomparavelmente menos sanguinário que os terroristas do DAESH, o terrorismo contra o ambiente tem consequências bem mais abrangentes, já que virtualmente atingirão toda a humanidade (a começar pelos compatriotas do big President). Infelizmente, Donald Trump não está só na sua cruzada contra a biosfera. Putine e Erdogan já vieram, publicamente, associar-se à falsa ciência inspiradora do atual presidente ianque. Mas nem só os grandes ameaçam o nosso planeta. Temos por aí uma plêiade de pequenos e médios poluidores: são os “trumpinhos” que, dentro dos seus modestos recursos, vão contribuindo paulatinamente para a destruição da nossa casa comum. E nem é preciso erguer o olhar para além da nossa urbe. A ribeira da Boa (!) Água vai correndo porca, malcheirosa, venenosa, assassina e … impune. Esta gente faz o que pode para se juntar ao movimento ecoterrorista mundial. E faz muito, porque o pouco de muitos dá em muitíssimo. Mas neste país ele há leis que protegem o ambiente! E até há cargos no governo indigitados para fazer respeitar essas leis!! E até já se deslocou a Torres Novas, duas vezes (!), o Secretário de Estado do Ambiente, no espaço de um ano, por mor da tal ribeira martirizada. E o resultado? Nenhum. Ficamos a saber que destes governantes, incumbidos de nos proteger dos trumpinhos poluidores, podemos esperar, na melhor das hipóteses, a inação. São os “trumpitos”, travestidos em defensores do ecossistema, mas que dão azo a que os vejamos como quintas colunas dos agentes agressores. E fazem parte dum Governo que se diz empenhado em cumprir o Tratado de Paris, de que Portugal é signatário! Ao menos Trump assume a sua face de poluidor mor do planeta e não se faz passar por amigo do ambiente! E que dizer do poder da Assembleia da República, que inequivocamente (e inutilmente) se pronunciou a favor da resolução deste despautério? E do respeito que lhe merece o poder executivo? De que credibilidade se julgarão merecedores os políticos envolvidos neste “carnaval”?
