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São figos, são figos

Com as suas bicicletas os barrões desceram à “ vila” com uma vontade desenfreada para a apanha das passas. Ao entrarem na Praça 5 de Outubro deparam-se com tamanha algazarra que não conseguem encontrar o senhor que os contratou. “- Ora bolas e agora? “ Perguntam ambos desalentados. Bem, já que ali estão vão aproveitando para contar umas histórias ao povo que vai passando. E nos intervalos refrescam as goelas com a pinga da tasca do Ti Filipe, um alentejano de mão cheia que sabe acolher todos os viajantes. Iniciei este texto com os barrões muito bem representados por pessoas ligadas ao teatro. Se bem me lembro, nunca tinha visto na Feira dos Frutos Secos uma recriação histórica dos tempos de outrora. Gostei. É sempre uma mais-valia para atrair multidões para este tipo de feira. Depois a RTP1 mais uma vez veio levar Torres Novas ao mundo. Este tipo de programa é um elo de ligação e divulgação do que temos de melhor e não se podem misturar as coisas. Como alguém mencionou nas redes sociais que quando o Sr. Presidente da Câmara foi entrevistado, deveria ter falado nos maus cheiros e de outros pontos atrativos que esta cidade tem. Penso como cidadã torrejana que há momentos e programas para tudo e neste caso esse não seria o tal momento da ”lavagem das maleitas” da santa terrinha, como se costuma dizer. Na minha modesta opinião, a feira esteve equilibrada quer na distribuição do espaço interior e exterior. Houve mais bancas de passas e figos. O tempo esteve muito quente o que levou a uma maior enchente, logo mais consumo. A animação esteve à altura dum evento destes. Hoje ainda passei por lá e foi com alegria que vi algumas bancas vazias. É sinal que a venda foi boa. Felizmente esta feira continua a bom ritmo trazendo cada vez mais turistas a Torres Novas.

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