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Aquela raiva que também nos pode matar

Raiva é aquele sentimento que nos deixa muito chateados, mas mesmo muito. A raiva por vezes é um sentimento que nos deixa cegos e consegue puxar aquilo que de pior há num ser humano, como a inveja e a vingança, por exemplo. E pode matar. Mas não é desta raiva que vos venho falar hoje. Falo-vos de uma outra, que se não tivermos muito cuidado com ela também nos pode matar. Ter cuidado com ela implica também ter cuidado com outros seres mamíferos, e aqui falo dos animais. Isto vem a propósito de no dia 28 de setembro se ter comemorado o Dia Mundial contra a Raiva. A doença da Raiva é dos vírus mais mortais em todo o mundo. É maioritariamente transmitida devido a mordeduras de animais, principalmente de cães. O vírus é transmitido pela saliva do animal infetado. O período de incubação pode variar de dias a meses e uma vez transmitida acaba por ser fatal, para animais e humanos. Todos os anos estima-se que mate mais de 60.000 pessoas, principalmente crianças nos países em desenvolvimento. É uma ameaça global. Cerca de 80% das mortes ocorrem nas zonas rurais, onde o acesso à saúde e a campanhas de vacinação de animais é muito limitada, senão mesmo inexistente. África e Ásia são os continentes com o maior risco de mortandade, com mais de 95% dos casos fatais. É na Europa que se registam menos casos. Em Portugal, a doença da raiva foi erradicada em 1960, havendo apenas registo de um caso ocorrido em 2011, que levou à morte de uma mulher guineense residente na Amadora. No entanto, esta senhora foi mordida fatalmente enquanto ainda estava em Guiné-Bissau. A mulher foi mordida em maio daquele ano e só a 19 de julho e já em Portugal, teve os primeiros sintomas, que a levaram ao Hospital com muitas dores nas costas. Apesar de lhe ter sido dado o tratamento adequado, faleceu cinco dias depois. A Raiva afeta o sistema nervoso central dos mamíferos e quando digo mamíferos, digo também seres humanos. Dor de cabeça, mal estar, febre baixa, dor de garganta e vómitos são alguns dos sintomas que ocorrem, até levar ao coma e à morte. Pode haver também agressividade, alucinações, dificuldade em engolir, paralisia motora, espasmos entre outros. Como muitos vírus, hoje em dia já há soluções capazes de prevenir casos destes. Louis Pasteur foi o primeiro a desenvolver uma vacina antirrábica. Como a doença é principalmente transmitida pelos nossos animais de companhia é fundamental que não nos esqueçamos de os vacinar. Existem campanhas de vacinação antirrábica normalmente promovidas pelos seus municípios, e caso isso não aconteça não se esqueça de se deslocar a um veterinário. Porque não estamos só a protegê-los a eles, estamos também a proteger-nos a nós. A prevenção é muito importante. Nunca se esqueçam, esta raiva também nos pode matar.

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