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Imagem a Votos

As corridas às eleições trazem à rua candidatos que dão a cara e se dão a conhecer num contacto mais pessoal e próximo com os eleitores. A agenda de um candidato moderno é repleta de momentos destes, reuniões, aparições em público, debates, entre outras situações. Para além das ideologias que orientam uma candidatura, há sempre uma imagem de marca que o candidato pretende transmitir. E essa imagem de marca deve estar de acordo com a forma como se veste e comunica. Para um político, a imagem pessoal deve estar sempre na sua agenda. E não, não é uma futilidade. Se eu disser que sou protetora da natureza e me virem a pisar e a danificar relva no dia a seguir, o que acontece? Perco a credibilidade. O mesmo se passa com a imagem pessoal de um político. Caso não tenha essa sensibilidade, o político deve rodear-se de pessoas que o ajudem. Sim, que o ajudem e o guiem na escolha de roupas, acessórios, padrões, maquilhagem. Que o guiem na forma como deve colocar as mãos quando fala, as pernas quando se senta. Que o guiem na forma como deve comportar-se em frente a uma máquina fotográfica ou de filmar. A roupa que se usa num discurso não será, possivelmente, a mesma que se usará na visita a um Jardim de Infância, onde se vai plantar uma árvore com as crianças. Hoje, os eleitores procuram cada vez mais pessoas próximas, genuínas, afáveis (vejamos o exemplo do nosso Presidente da República). A escolha da roupa e as conjugações, a atitude e o comportamento, estão sempre sujeitos ao escrutínio do público, mesmo quando já não vão a votos. Porque este é o preço a pagar a partir do momento em que uma pessoa passa a ser figura púbica: a imagem vai constantemente a votos.

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