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Votar ou não votar, eis a questão

De novo, é Shakespeare quem nos inspira. A sua famosa frase aplica-se à presente situação política. Mas para que estas palavras sejam mais claras e contundentes na actualidade, perguntamos se devemos votar numa lista ou anular o voto. Tem havido tanta intrujice, que poderá ser mais apropriado votar em branco ou fazer um traço nas listas. Lemos estórias nem sempre edificadoras. Figurões mal perdedores, cavalos de Tróia e caranguejolas do jurássico que não levam a lado nenhum. Agora, que é Lisboa quem determina em quem se pode ou não votar, há torrejanos que ressentir-se-ão de ter levado um pontapé no traseiro, outros já descobriram como é fácil ludibriar gente humilde com falsas promessas. Não faltam bailarinos e charlatães. Há quem não reconheça o mal que faz ao preconizar a penalização da iniciativa individual, ridiculizando quem não alinha no colectivismo radical. Por outro lado, como se estivéssemos numa corrida de touros, há intervenientes que pensam poder terminar a faena levando o rabo e as duas orelhas do animal. Mesmo que se oponham aos espectáculos tauromáquicos. Fala-se de dignidade e de coerência. No entanto, sabe-se como tudo isto funciona. Nem no futebol teríamos tantos lances merecedores de cartão amarelo. Ou vermelho! Se tivessem um “poucochinho” de pudor e gentileza, não fariam birras. Há quem devesse ter desaparecido há muito tempo da cena política, sem mais blablás. Numa canção dos anos sessenta, Aznavour aconselhava que “Il faut savoir quitter la table // Lorsque l’amour est desservi // Sans s’accrocher l’air pitoyable // Mais partir sans faire de bruit” (É preciso saber como sair da mesa // Quando o amor é servido // Sem ar lastimoso // Mas partir sem fazer barulho). Quiçá os torrejanos tenham aprendido, o que conta são as pessoas. A partidocracia provou o que é. Deixemo- -nos de esquerdas e direitas. É mais correcto pensar nas pessoas. Umas são mais dignas que outras. Votar ou não votar, cada um que decida.
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