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Coisas e cenas & cenas e coisas

Por Teresa Tapadas

Ai… estive com dói dói na garganta! Eis o momento em que me sinto panicar (panicar – verbo que alguns dos meus queridos e estimados amigos luso-descendentes que já nasceram, ou moram há muitos anos por terras do Tio Sam, América, por vezes utilizam para se expressarem, quando verdadeiramente passam por uma aflição. O nosso vulgarmente entrar em pânico.  Em primeiro lugar, não gosto de estar doente, (aliás acho que ninguém gosta). Ao menos que tivesse vontade e conseguisse ver os programas todos que deixo a gravar, ou mesmo vê-los em direto, ou até mesmo, tivesse disposição para cozinhar belos petiscos, para fazer uma patuscada em família, ou com os amigos, mas não. Com a medicação durmo, durmo, durmo. Que chatice. E logo eu, que não sou nada de dormir. Mas pensando bem, o corpo até agradece! Em segundo lugar, tinha logo de ser da garganta?! Bolas, é o meu instrumento de trabalho. Não há gargantinha em condições, não há fadinhos. E para ajudar à festa, um enorme episódio alérgico a acompanhar a dor de garganta, numa quarta-feira à tarde, quando se avizinha um fim de semana, uma vez mais, e muitas graças dou por isso, repleto de espetáculos e concertos e de enorme responsabilidade. Ora vejam só: na sexta-feira: Festival Caixa Alfama 2017, atuação na Igreja de São Miguel; sábado: Casa Cultura de Bueño/Oviedo, em Astúrias, Espanha. Domingo e segunda-feira: nova corrida, nova viagem, neste caso, nova semana, a começar e como é habitual canto em Lisboa em duas, sim em duas Casas de Fado, ambas em Alfama, Fado em Si e Páteo de Alfama (esta tem fado e folclore, mas tudo em bom!) E deixem-me que vos diga, foi um fim de semana inolvidável! Céus… como uma amiga minha radialista costuma dizer com muita graça: foi do caraças senhores ouvintes! É que foi mesmo. A garganta recuperou a “200%”, as comichões passaram quase por completo e eu consegui fazer tudo como sonhei e planifiquei. Ainda me sinto nas nuvens! “Não nos demoremos em lugares onde não nos sintamos vivos, amados, onde não respiremos direito, onde não possamos ser verdadeiros.” A cada dia que passa, concordo mais com esta citação que retive há uns tempos mas que confesso, não me recordo do nome do autor/a da mesma. Ai, que tenho mesmo de continuar a tomar os comprimidos! E não pensem que estou a brincar… A minha memória já não é o que era. O que às vezes se torna embaraçoso, noutras até é divertido. E por falar em divertido, mas agora a falar muito a sério e de coração nas mãos, vos digo que a cada linha apagada no iPad, na tentativa derradeira de conseguir alinhar os caracteres de modo a construir um texto que me/vos dê prazer a ler… sinto-me Viva, Amada, Respiro de forma verdadeira! E espero demorar-me por cá pois, tudo isto existe, tudo isto é triste (bué triste), tudo isto são COISAS e CENAS & CENAS e COISAS.

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