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Europa Desnorteada

“A Europa jaz, posta nos cotovelos/De Oriente e Ocidente jaz, fitando/E toldam-lhe românticos cabelos/ Olhos Grego, lembrando. Fernando Pessoa. O poema de Pessoa que serve de introdução a esta crónica é o primeiro poema da Mensagem que termina deste modo: “O rosto com que fita é Portugal”. E é precisamente de Portugal que eu escrevo estas linhas consciente de que, neste momento, a Europa é percorrida por uma onda de pessimismo e de culpa, como se fôssemos culpados de todo o mal do mundo. As migrações que nos assolam, umas precisando da nossa ajuda outras não, tornam os europeus permissivos e culpados. De quê? Os “bem pensantes” acham que a nossa civilização, a nossa cultura são culpadas de qualquer coisa. Os ataques terroristas, sempre perpetrados por muçulmanos tendem a inquietar-nos e a conceder todas as liberdades aos milhares de correligionários que, embora pacíficos na sua grande maio- ria, não serão nunca adaptáveis ao nosso modo de viver e à nossa civilização por força das suas crenças. Costuma dizer-se: “em Roma sê romano” e nos países que recebem emigrantes, serão estes a adaptarem-se aos costumes dos seus cidadãos e não o contrário. E é precisamente neste sentido que vão as minhas considerações, sempre apoiado por pessoas que julgo conhecerem a fundo esta temática. Assim atrevo-me a citar Fátima Bonifácio que diz o seguinte: “A Europa rendeu- -se às investidas do pós-modernismo, à agressividade da indústria identitária, à ditadura do politicamente correcto, às realidades ou factos “alternativos” e desliza obscenamente para a Novíssima Era da Pós-Verdade. A Europa está de baixa por tempo indeterminado”. E continua: ”A aposta na integração dos alienígenas maioritariamente muçulmanos falhou redondamente o que não espanta. Com efeito, como espera de um islâmico que se transforme num europeu, se nós, europeus não nos podemos transformar em muçulmanos, indianos ou chineses?“ Os nossos valores civilizacio- nais, a nossa cultura é que nos moldaram naquilo que somos e queremos continuar a ser. Não devemos permitir que mesmo através de um falso pacifismo nos queiram impor outros. Acolher aqueles que fogem das guerras e das ditaduras é uma coisa, mas deitar a perder as nossas identidades e características, nunca!

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