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O Tratado que aí vem

A “Rede Regional” de 17 de Setembro, pela pena de Bruno Góis, levantava de novo a questão que tem estado adormecida, mas não esquecida. O chamado Tratado Transatlântico que foi “inventado” pelo grande capital para esmagar a Europa e especialmente os pequenos países como Portugal, vai entrar em vigor “provisoriamente” no dia 21 de Setembro depois de ser votado na Assembleia da República no dia 20. Entretanto, no dia 18 vão acontecer acções de protesto em frente à A.R. contra o desenvolvimento dos interesses do outro lado do Atlântico com a passividade europeia. É bom que as pessoas se manifestem para que se saiba que nem todos estamos convencidos e muito menos vendidos. O que está em causa é a harmonização de valores e padrões de qualidade do Canadá e da União Europeia porque representa uma ameaça aos padrões europeus, mais justos do que os canadianos em matéria de protecção social, regulação laboral, sanitária e ambiental. E porque ameaça as Pequenas e Médias Empresas e os pequenos agricultores bem como a saúde pública e o ambiente e porque põe em causa a privacidade dos dados e os direitos dos cidadãos enquanto consumidores e atribui direitos especiais aos grandes investidores para processarem governos por legislação que possa diminuir as suas expectativas de lucro, o que constituirá um verdadeiro atentado contra a Justiça, a Democracia e a Soberania de cada país. Bruno Góis no seu artigo de 17 do corrente levanta até algumas questões acerca de produtos regionais que estão em risco, segundo a plataforma cidadã “Não ao Tratado Transatlântico” como por exemplo ao não incluir a protecção de denominações de origem protegida (DOP) mas pior do isso tudo, vai permitir ao Canadá passar a ter acesso livre ao mercado europeu – e a produzir imitações – como pode acontecer com produtos provenientes dos EUA. Se já estamos cheios de chinesices, vamos ser invadidos pelas Américas com tudo o que eles quiserem, ficando a nossa indústria e nossa agricultura ao Deus dará? Não pode ser. Isto é mau de mais para ser verdade. Os grandes mais uma vez a ensaiarem o esmagamento dos pequenos e nem sequer esbracejamos?

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