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Escrever e ler em papel

Difunde-se hoje em dia uma forma nova de comunicar através das redes sociais. Possibilitam, de facto, mensagens curtas e abundantes. As novas tecnologias da era digital proporcionam-nos uma comunicação mais viva e atual que podemos trazer connosco no bolso e levar para toda a parte. É realmente maravilhoso. Mas não tira o lugar da escrita em papel. Esta continua a ser um meio de grande riqueza e potencialidade. A era digital não é alternativa mas complementar à era da escrita. Precisamos, portanto, de cultivar o gosto de ler e de escrever em papel. Ao ver o novo figurino de O Almonda confirmei esta convicção. Salta à vista o aumento dos colaboradores e a idade juvenil de muitos. Dá gosto ver o interesse e o cuidado com que redigem os textos. Um bom artigo escrito para publicar em jornal ou em livro é fruto do “suor da mente”. De facto, um texto escrito em papel permanece, tem consistência, fica registado. Por isso, exige pensar com atenção
e discernimento, aprofundar e organizar o pensamento, escolher as palavras apropriadas, acessíveis e interessantes, procurando novidade e evitando repetições e lugares comuns. Para chegar a um texto final que agrade precisamos, por vezes, de fazer várias redações. Dá trabalho mas é gratificante. Por isso, os escritores sentem que escrever bem é como gerar um filho e dar à luz. Da mesma forma que a escrita, também a leitura de um bom jornal ou de um bom livro é um exercício que dá gosto e enriquece. São como um bom amigo com quem se conversa agradavelmente e com quem se aprende. Ao ler analisamos, tracejamos o que nos parece importante, acrescentamos notas, interiorizamos. O que lemos escrito em papel e assimilamos entra a fazer parte da nossa bagagem de sabedoria. Depois, recordamos e partilhamos. Quantas vezes, mais tarde, vamos consultar e citar páginas anteriormente lidas? Por isso, a leitura não só informa e
entretém mas ilumina e alimenta o espírito. Em conclusão, apesar de muitas dificuldades, continua a haver espaço e necessidade para a comunicação escrita em papel, concretamente para O Almonda. Precisa, porém, de conquistar o seu próprio lugar pelo interesse, qualidade e variedade dos conteúdos, pela consistência da informação, pelo estímulo à narração bem elaborada, pelo apelo à reflexão crítica. Um bom jornal é uma escola de cultura, promove a escrita cuidada, favorece o diálogo e a capacidade crítica, cria memória, regista a história. O Almonda tem capacidade de concorrer e de se conjugar com os novos meios de comunicação da era digital e de valorizar o lugar que já alcançou. Tem um diretor que acredita no jornal, uma equipa motivada, um grupo notável de colaboradores zelosos, uma Gráfica de qualidade e empenhada. Precisamos de cativar leitores e assinantes. Assim teremos Almonda para outros centenários.

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