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O novo Almonda

Por: Fernando Pereira.

Subo ao castelo, deito um olhar ao sino da Misericórdia, à estátua do povoador… Lá em cima, dentro do recinto, um ar festa. No ar a expectativa de alguém que aguarda uma revelação que, embora anunciada, não sabe ainda qual será. De câmara e gravador o Antero pergunta-me o que espero do novo Almonda. Hesito e acabo confessando sobretudo a curiosidade. Fico com a impressão que, mais do que a entrevista, o que pretende é recolher imagens de rostos tanto mais que me apercebo que repete a mesma pergunta, indiscriminadamente, a este, aquele ao outro. Agora o cantor arranca com alguns acordes e a sua voz marca o ritmo, melodiosa e quente. Conversamos enquanto aguardamos as explicações. Aproveito e dou a volta completa pelas muralhas olhando Torres Novas cá de cima, do próprio sítio onde começou o povoamento. Lá em baixo os meandros do rio abraçam a cidade. Passa uma águia preguiçosa, os pombos sobressaltam-se. É agora tempo de explicações, homenagens. Percebe- -se, nas palavras que ficam no ar, que vai nascer um novo Almonda embora – porque se referiu a antiga crónica, à janela, do Padre Maia, oportuna e humorística – não se pretenda cortar com o passado mas abraçar o futuro com a consciência de que este é um jornal com história. Então relembro a pergunta do Antero – o que espero do novo Almonda? Que o seu novo diretor, e a sua equipa, com toda a energia e entusiasmo demonstrado, dê novos rumos ao semanário que, há quase um século, vem descrevendo, com imparcialidade, o quotidiano de Torres Novas catrapiscando o olho ao País, ao mundo, sem esquecer o eterno fluir das águas, constantemente renovadas, do rio que lhe deu o nome – abençoado Almonda

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