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“O Almonda” uma voz reconhecida

Quando abordei o Padre Durval para lhe confiar a missão de diretor d’O Almonda notei de imediato o entusiasmo com que abraçou esta responsabilidade. Um entusiasmo realista assente em convicções objetivas sobre a importância d’O Almonda para a Igreja e para comunidade humana de Torres Novas. Uma razão que logo referiu foi a antiguidade do jornal. “O Almonda” está em vésperas de celebrar o seu centenário e adquiriu, ao longo do seu percurso, uma credibilidade sólida, tornou-se uma voz reconhecida, construiu uma história rica com várias gerações de colaboradores e leitores, associou-se profundamente ao património da cidade de Torres Novas, designadamente com a criação da Gráfica Almondina cuja qualidade hoje se impõe ao nível da Igreja e do País.
A história e a larga memória é uma mais-valia, um apoio para fazer caminho. Mas não chega. Um jornal não pode viver agarrado ao passado, permanecer dependente da história. O que caracteriza um jornal é a atualidade, o estar em dia. Notei também esta preocupação no atual diretor que tem preparação e sensibilidade de jornalista. De facto, sentiu logo a urgência de renovar a imagem, o conteúdo e a implantação do periódico. Começou cedo a sonhar com novos caminhos, com uma apresentação mais atualizada, com novas abordagens e com novos colaboradores. As raízes antigas têm valor quando se tornam critério para prestar atenção ao presente e construir o futuro. No meu entender é o caminho que, neste momento, “O Almonda” está a trilhar.
Notei ainda atenção a outro valor muito importante num jornal cristão: ser uma voz audível, credível e com identidade definida. Audiência “O Almonda” tem, é audível, embora seja indispensável alargar o auditório. Credibilidade ou boa reputação também alcançou. E identidade ou fi- delidade a uma linha editorial? Penso que é, igualmente, manifesta. De facto, “O Almon- da” não anda ao sabor das modas ou de interesses partidários ou económicos. Tem um projeto, uma linha editorial definida. Procura ser fiel à matriz cristã, identifica-se pela procura da verdade, investiga a realidade que está para além das aparências, busca a sabedoria de muitas histórias de vida que pode estar oculta mas precisa de ser valorizada. Por isso, é uma voz fiável na confusão de tantas vozes e
ideologias. A informação atual é, frequentemente, superficial. Pautar-se pela verdade dá trabalho, exige procura, investigação, liberdade. “A verdade vos fará livres” promete o evangelho. É esta verdade que todos esperamos e agradecemos ao “O Almonda”. A vida está difícil para a comunicação escrita em papel, designadamente para os jornais. As pessoas são hoje assediadas por uma panóplia de meios de comunicação social mais sedutores da era digital. Mas continua a haver espaço e necessidade da comunicação escrita. Todos esperamos que “O Almonda”, com a dedicação do diretor, dos jornalistas e colaboradores e com o interesse e envolvimento dos leitores, vença esta dificuldade e se torne uma escola de informação e de cultura para todos.

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