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O lugar da História na vida do jornal “O Almonda”

A 24 de Novembro de 1918, o jornal “O Almonda” iniciava a sua publicação. Como podemos constatar na primeira página, do seu número um, o antigo hebdomadário regional foi um projecto idealizado por “um grupo de rapazes que à sua terra muito [queriam]. Irmanava-os nobres princípios: o de “concorrer para o engrandecimento moral e material da [sua] terra”. Mas, para isso, era necessário despertar a consciência cívica dos seus cidadãos. Chamando “à vida activa as energias valiosas que nela [existiam] apáticas”. Passados quase cem anos podemos afirmar que o sonho acalentado pelos fundadores veio a tornar-se realidade. O jornal “O Almonda” é, hoje em dia, uma referência incontornável no concelho torrejano. Elo inquebrantável de ligação entre Torres Novas e os seus habitantes. Muitos deles espalhados por outras paragens. Algumas delas bem distantes. A leitura das páginas do
O lugar da História na vida do jornal “O Almonda”
jornal tem a virtualidade de criar em nós a consciência de uma identidade única e autêntica – SOMOS TORREJANOS. Por essa razão as notícias e os acontecimentos, publicados n’“O Almonda”, não nos deixam indiferentes. Em seu torno gravitam preocupações e esperanças comuns, que nos levam a agir e a debater sobre os problemas da nossa terra. Mas a consciência da nossa identidade seria imperfeita se nos limitássemos, apenas, às notícias e aos acontecimentos que perpassam pelas suas páginas. É também necessário referir o papel dos historiadores torrejanos, cuja colaboração confunde-se com a vida do próprio jornal. Sem os seus estudos sobre os costumes, as tradições, o património, a cultura, a história…, muito dificilmente poderíamos sentir e compreender o nosso vínculo ao delimitado espaço histórico e cultural que dá pelo nome de Torres Novas. A História torrejana foi-se consolidando na filigrana das suas páginas escritas no jornal “O Almonda”. Motivo suficiente para que recordemos os nossos guardiães da memória colectiva.
Na linha da frente surge o nome de Artur Gonçalves (1868-1938). Dando início à sua participação, logo no primeiro número de “O Almonda”, com o texto número XV, na rubrica “Torrejanos Ilustres”. Alusivo ao reputado médico do rei D. João II – o torrejano “Mestre António”. Outros historiadores seguiram os seus passos com assuntos que conseguiram cativar os leitores do jornal. Ávidos em conhecer pormenores importantes ligados à vida espiritual e material dos seus ancestrais. Uma plêiade onde se destacam os nomes de Manuel Pinho (1900-1962), Faustino Bretes (1902-1986), Mário Martins S. J. (1908- -1990), Chora Barroso (1916-1978) e Joaquim Rodrigues Bicho (1926-2015). A eles é dedicado o presente artigo. Numa singela homenagem em reconhecimento de tão nobres dádivas. Peças-chave para enfrentar as incontornáveis perguntas: Quem somos? De onde viemos? E para onde vamos?

Texto escrito com a antiga ortografia.

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