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à Janela

Não reivindico a autoria do título deste editorial. Quanto à autenticidade do seu conteúdo, sim. Posso afirmar que o título prende-se firmemente à linha histórica revelada pelos arquivos do jornal “O Almonda”. E pelas pesquisas posteriores realizadas pelos biógrafos e comentaristas do Rev. Padre Maya dos Santos.
A personalidade do padre Maya, contida nas janelas que escreveu como editoriais para “O Almonda” é um retrato apurado, ainda que nem sempre politicamente correto, de um génio nascido fora de época, em dificuldades com os seus contemporâneos, uma vítima dos preconceitos do seu tempo e da sua pequenina terra, que ele amava. Nos seus últimos dias essa terra deu-lhe a dignidade de sábio e um lugar duradouro na história.
Conheci-o quando me detive ante um antigo livro impresso em 1982 e li, em seu prefácio, a inscrição que diz: “O Almonda” deixou de ser para mim um castelo de combate, para ser, quando muito uma… janela, onde me debruço a ver e a contar aos que passam, alguma coisa do pouco que sei. Cá fico, pois, À Janela” (Maya, 1939).
A publicação dos editoriais e o título que lhes forem sendo dados daqui por diante serão tributo ao Padre Maya dos Santos, no aniversário dos 60 anos da sua morte e no centenário deste semanário, que por muitos anos foi o campo das impressões, debates e crónicas humorísticas, irónicas e proféticas do Rev. Maya.

Durval Baranowske diretor

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