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À descoberta da cidade templária

Em tempo de férias há sempre algo para descobrir, algo para explorar. Decidimos não ficar por cá. Bem cedo partimos no comboio até Tomar pois a temperatura desse dia subia.

Ao chegarmos procuramos o Posto de Turismo, mas como ainda se encontrava encerrado fomos até à Mata Nacional dos Sete Montes onde pudemos apreciar toda a tranquilidade do parque principal da cidade. Esta mata faz a ligação ao castelo e é conhecida também pela Cerca do Convento onde foi usada pela Ordem de Cristo como área de cultivo e recolhimento. Este espaço é rico em árvores frondosas que proporciona enormes sombras.

A meio da manhã subimos o caminho para o castelo onde demos um passeio até á Torre da Condessa e seus jardins em volta. Depois ficamos estupefactos com o majestoso Convento de Cristo. Nem tenho palavras para descrever o que senti ao entrar naquele lugar que foi inaugurado em 1520 e permanece até aos nossos dias intacto. No ano de 1983 foi inscrito na lista de Património mundial da UNESCO.

Comentamos como era grandiosa a mão e perfeição daqueles homens que construíram cada pedaço do convento. A arte está ali presente, quer nos tetos com gravuras da época; os azulejos com desenhos azuis; a janela manuelina; os floreados; o trabalho minucioso e os anos que aqueles homens de outrora se empenharam na construção desta obra magnífica. Se no interior reinava o fresco, no exterior o sol queimávamo-nos as entranhas. Rumamos até ao centro de Tomar onde devoramos uma refeição simples mas muito saborosa. Com as energias recompostas ainda tivemos tempo para visitar a Sinagoga que se encontra situada na antiga Judiaria no centro histórico da cidade. Este local de culto foi encerrado no final do século XV alberga agora o Museu Luso- Hebraico Abraão Zacuto. Apesar de pequeno não deixa de ser interessante.

No centro histórico encontramos uma casa com uma porta antiga onde no seu interior podíamos ver quadros e fotografias antigas. As casas tinham vasos de flores e demais plantas para o visitante olhar.

Quase a terminar este dia aventureiro fomos descansar ao jardim junto ao rio Nabão onde vimos que as margens estavam limpas e refrescamo-nos com a água que pingava na nora sempre em movimento.

Como tínhamos de partir quisemos trazer uma recordação. Felizmente Tomar tem os chamados souvenirs vastos. Desde canecas, lápis, licores, camisolas e afins optamos por comprar doces típicos de Tomar. Escolhemos queijinhos doces com amêndoa, maminhas da sogra e uns pequenos doces de ovos que se chama beija-me depressa.

Ao longo do dia encontramos muitos turistas oriundos da Rússia, Alemanha, Espanha e de Portugal.

Foi bom e de certeza que vamos voltar a esta cidade da Ordem de Cristo.

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