Home > Colaboradores > Madalena Monge > Viajando com o desconhecido

Viajando com o desconhecido

As viagens fazem parte da minha vida. Desde criança que me recordo de viajar com os meus pais de comboio para ir visitar os primos ao Alentejo. Era sempre uma aventura, pois gostava de observar os passageiros, de inventar histórias para que o tempo passasse mais depressa. Depois fui crescendo e vieram as viagens de finalistas do 12º ano onde fomos ao Algarve passar uma semana na Aldeia das Açoteias, perto de Albufeira. Anos mais tarde fui noutra viagem de finalistas desta vez a Palma de Maiorca. Era a primeira vez que ia “voar”. E o voo correu bem. Gostei tanto que concorri a um passatempo e fui gratuitamente até ao Rio de Janeiro. Foi a primeira viagem com desconhecidos, pois mais duas pessoas ganharam a mesma viagem. Não sabia como eles eram, como nos íamos entender. Como sempre fui comunicativa não tivemos problemas. E puder conhecer a cidade maravilhosa ultrapassou todas as barreiras. Foram 8 dias cheios de adrenalina e pude conhecer pessoas de outras nações e trocar ideias e amizades. Sem dúvida que voltei carregada de outros pensamentos e vontade de ir mais além. E fui sempre que podia. Passei pela Polónia onde fiquei alojada numa casa de polacos. Outra aventura. Ia entrar num mundo totalmente desconhecido, noutra cultura, noutros costumes. Foi gratificante.

Numa outra vez fui aos Açores e tive a sorte de conhecer um casal que regressou ao continente no mesmo avião que eu. E a sorte continuou quando um outro casal amigo dos outros me trouxe de boleia até a casa e ainda me pagaram o almoço.

Recentemente descobri uma página no facebook “ Vamos Fugir?” acerca duma excursão sem publicidade à Galiza durante 3 dias. Fiquei interessada pois é sempre bom revisitar Santiago de Compostela e degustar uma mariscada em alto mar. Mais uma aventura pois a agência de viagens estava em Armação de Pera. Convidei uma amiga e lá fomos madrugada fora para a terra de nuestros hermanos.

O grupo foi sem dúvida muito bom. Foram simpáticos e sinceramente parece que sempre conheci aquelas pessoas. O agente de viagens foi sempre muito atencioso explicando a história de cada local que visitamos. Apesar do longo percurso nunca nos sentimos cansadas, pois havia sempre animação. Os motoristas fizeram uma boa condução. E na última noite tivemos direito a fado cantado com alma pelo senhor Cabrita e declamação de poesia pelas escritoras Clarinha e Arminda.

Esta viagem ficou-me na memória pois aquele grupo tocou-me o coração. Pessoas simples e calorosas como as gentes algarvias são.

Resta dizer-vos: “ Vamos Fugir?”

Deixe-nos o seu comentário pelo facebook