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O papel social das câmaras municipais

 

As câmaras municipais poderão ter um papel importante no campo social, se por ventura o governo socialista apoiar as mesmas, disponibilizando verbas. A crise social que se vive e que atinge milhares de portugueses desempregados – só em Janeiro engrossaram o caudal dos sem emprego cerca de 4 mil – e que tem dado ao aparecimento de novos pobres, poderá ser combatida eficazmente pelas câmaras municipais e também pelas Misericórdias, se as verbas aparecerem.

 

O Presidente da República, ao falar da crise e do desemprego, tem afirmado que é urgente tomar medidas concretas de auxílio às famílias desempregadas, que não sabem como sobreviver e como não perder a sua habitação. Afinal os milhões que o governo tem dado, para salvar os Bancos, não chegam às pessoas. Não compreendemos porque razão um casal, com filhos, de repente perde a sua casa por não pagar as mensalidades. Então os bancos, para estes casos específicos, não podem abrir uma excepção e esperar, nesta crise, que esta família volte a empregar- se? Em vez de estarmos a defender a Família – que nestes tempos conturbados, parece que não é importante – estamos a destruí-la, pura e simplesmente.

 

Só as câmaras municipais e as misericórdias, que melhor conhecem a realidade portuguesa, poderiam ter um papel importante na resolução de muitos problemas sociais das famílias desempregadas. Porque as grandes obras que o governo pretende incrementar, não resolvem o problema social das pessoas. O antigo presidente da República, Mário Soares, tem afirmado que é necessário ter muita atenção nas famílias desesperadas, que pode as levar a cometer loucuras. E o governo socialista parece não ligar a esses avisos, porque as sondagens são-lhe favoráveis. Não acreditamos que uma família desempregada e a ver que o governo nada resolve de apoio aos desempregados, vá votar no PS nas próximas eleições que aí vêm. Julgamos até que vamos ter muitas surpresas, pelas conversas que diariamente ouvimos na via pública.

 

Os portugueses estão a perder a paciência, é o que nos dizem diariamente. E a razão para este sentimento reside naquilo que se está passando nos bancos que estão a ser investigados, onde estão em causa milhões e milhões de euros, que davam para pôr a funcionar algumas centenas de empresas que fecharam portas, por causa das dívidas.

 

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