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Amor em tempo de “guerra”

O sábado passado foi um dia muito especial para mim e penso que para muitas outras pessoas que assistiram à apresentação do livro “ Garra de Viver” escrito pela jornalista Célia Ramos. O livro fala dos testemunhos de mulheres torrejanas que tiveram cancro e sobreviveram. Cada uma de nós sofreu na pele a dura guerra de lutar contra o bicho que corria velozmente pelas nossas entranhas. Submetemo-nos a tratamentos de quimioterapia e radioterapia extenuantes, exames, operações. Idas ao hospital nas ambulâncias aos solavancos. Desmaios, reanimações, suplementos alimentares para quem não podia comer normalmente. Tudo isto e muito mais passamos durante muito tempo.

No entanto, todas nós acreditamos que íamos conseguir sair do buraco escuro e contar a história. Felizmente a nossa amiga Célia deu-nos a mão e deu-nos voz. Uma voz que saiu trémula dos meus lábios quando em palco vi a sala cheia de famílias e amigos de cada uma de nós. Peguei no microfone e dediquei a minha parte testemunhada à minha querida mãe que estava presente. Também não podia esquecer aqueles seres fantásticos que passaram no meu caminho, que me deram um sorriso e com eles aprendi a ver o cancro de outra maneira. Adotei-os como se fossem da minha família. Infelizmente alguns já partiram, são os meus anjinhos da guarda que recordo sempre com alegria daqueles momentos grandiosos no Lar de doentes do IPO de Lisboa. Guardo-os sempre no meu coração tal como os amigos que convivi e também já embarcaram na viagem eterna.

Escolhi este título porque desde que recebemos a notícia da doença até ao fim será sempre uma guerra, mas no meio da batalha onde os medos, a dor podem ir acontecendo, estão 8 guerreiras de coração enorme e unidas para combater arduamente os bichos agoirentos.

Para terminar deixo o meu agradecimento e um beijinho a ti, Célia pela tua coragem de escreveres este livro, que acredito que vá ajudar muitos outros doentes oncológicos e uma grande abraço (e que não seja o último) à Teresa, Virgínia, Eliana, Elsa, Paty, Caty, Elisabete, e outro abraço para mim J

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