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Há crise no sector automóvel em Torres Novas?

No país a queda de vendas de automóveis ultrapassou largamente a fasquia dos 50 %

 

Com base numa avaliação realizada pela ANECRA, Associação Nacional das Empresas do Comércio e  da Reparação Automóvel,  sobre as vendas de Janeiro 2009 a queda de vendas de automóveis ultrapassou largamente a fasquia dos 50 %.

 

Esta associação, que representa cerca de 3.850 empresas do sector espalhadas por todo o país,  ainda constatou que a redução de vendas de viaturas ligeiras de passageiros e de viaturas comerciais ligeiros, durante o mês de Janeiro,  bateu todos os recordes de perda de mercado de há muitos anos a esta parte, não havendo memória de um abaixamento tão elevado.

 

Em termos reais o mercado automóvel em Janeiro caiu 51,3% face a Janeiro 2008, nos Ligeiros Passageiros, e 35,6% nos Comerciais Ligeiros e perfazendo 47,9% no mercado total.

 

Portugal acompanhou assim as perdas também abruptas do mercado Espanhol, que em Dezembro já tinha experimentado uma redução de 49,9%, e em Janeiro mais 41,6%, verificando-se uma crise Ibérica no sector. Também se evidencia através das vendas de viaturas o abrandamento há muito verificado na Produção.

 

A ANECRA ainda prevê que haja um aumento de dificuldades na sobrevivência das empresas do sector de retalho, distribuição e pós venda do sector automóvel, em Portugal, sendo possível, e por consequência, o encerramento de empresas e um aumento da perda de postos de trabalho.

  

Face a estas previsões da ANECRA, o “Almonda” foi ao encontro de alguns proprietários de stands  e vendedores de automóveis de veículos novos, semi-novos e usados, na cidade de Torres Novas, de modo a constatar se esta realidade também se espelha com os mesmos traços  no cenário local.

 

Da conversa com os entrevistados, todos confirmam que as vendas diminuíram ou dentro dos possíveis mantiveram-se, embora tenha havido meses de estagnação nas vendas, ainda o ano passado. Em ambos os casos, o cliente particular é que tem assegurado as vendas, contrariamente ao cliente empresarial que abrandou e não tem renovado as suas frotas, consequência da instabilidade económica.

 

Isabel Maia

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