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Bênção do Gado 2016 em Riachos – Uma tradição viva que se perpetua no tempo

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Nove dias passados sempre em ambiente de festa, vividos em torno de um sem número de atividades organizadas pelas associações e instituições da vila de Riachos, o ponto alto da Bênção do Gado de 2016 aconteceu na tarde deste domingo, dia 31 de julho, com a realização do Cortejo da Bênção do Gado.

O cortejo começava junto à estação da CP, em Riachos e seguia praticamente até à, assim conhecida “Rotunda dos Bois”, na entrada da vila. Cerca de três quilómetros percorridos a pé, ou a cavalo e a terminar à boleia das máquinas e alfaias agrícolas.

Centenas de pessoas integravam o desfile, muitas à boleia, mas outras tantas dezenas seguiam a pé, e aqui destaque para as crianças de tenra idade do Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Riachos, que aguentaram firmes a longa caminhada. A par com estes mais pequenos, uma palavra também para as “Camponesas de Riachos” que apesar da idade, acompanharam o cortejo, representando orgulhosamente este grupo tão característico de Riachos.

Uma das paragens era feita junto à Igreja Paroquial, onde o Pároco de Riachos, Padre Fernando Augusto presidiu a uma cerimónia religiosa que antecedeu o rito de bênção do povo e dos animais.

Mais de meia centena de associações, empresas e casas agrícolas, (sendo que cada uma era representada com vários tratores, alfaias e mais modernas máquinas agrícolas), desfilaram neste cortejo que chama neste dia a Riachos milhares de pessoas.

Para todos quantos passaram o pároco tinha uma palavra de afeto e felicitava-os pela sua presença. Depois aspergia-lhes água benta para completar o rito da bênção.

Mesmo atrás do palanque à beira da estrada, de onde era realizada a bênção, a Igreja Paroquial estava de portas abertas para todos aqueles que quisessem visitar a imagem do Senhor Jesus de Lavradores, que ali chegou na sexta-feira, 29 de julho, para depois ter regressado a Torres Novas, no dia 1 de agosto.

Porém, a cruz, embora sem a imagem do Senhor Jesus, abria o desfile, transportada por um carro de bois, dos poucos que integravam o Cortejo para que se mantenha a tradição, logo depois da Sociedade Velha Filarmónica Riachense.

Célia Ramos

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