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Em nome da Liberdade de expressão

O nosso país saiu do salazarismo quando se deu o 25 de Abril. Antes a nossa nação vivia em constante preocupação. Não se podia blasfemar, não fosse o inimigo ouvir e no mesmo dia iam presos.

Após a revolução dos cravos tudo mudou. Já se podia falar, escrever o que apetecesse sem receio de represálias. Tudo mudou desde então para melhor.

O povo ligado as artes transmitiam mensagens através das suas obras. Surgiram os bonecos de imitação dos políticos, as sátiras de mal dizer e muito mais.

No entanto em nome dessa liberdade de expressão algumas pessoas usam locais inadequados para expressarem a sua arte. Aponto aqui os grafiteiros que inundam paredes de casas de habitação, de lojas, para desenharem. Mesmo no centro da nossa cidade encontramos vários grafitis. Eu não sou contra esta arte, até admiro muito um trabalho dum grafiteiro, mas que o façam em locais próprios.

No que toca à escrita é um caso mais complexo, pois o escritor quer seja de romances, ou de artigos tem sempre algo a dizer, algo a criticar, mas para tal acontecer tem de ter provas e medir muito bem as palavras. Acontece-me muito a mim. Honestidade no que escrevo, nunca enxovalhar o bom nome das pessoas em causa, se bem que alguns mereciam bem pior. Adiante.

Infelizmente há gente que não tem o mínimo respeito pela cultura dum povo, como é o caso dum tal Henrique Raposo (segundo consta também é alentejano) que vai publicar um livro sobre o Alentejo e fala mal dos alentejanos em geral. Talvez vivesse algum episódio menos bom, mas meter todos no mesmo saco é mau. Diz o fulano que no Alentejo suicida-se muita gente e que não há família alentejana que não tenha um caso de suicídio entre os seus. Puro engano na minha família alentejana nunca houve suicídios. E tenho muito orgulho de ser filha de pai alentejano por isso não gostei do que li.

Somos humanos, não somos perfeitos, mas há que saber distinguir as coisas e pensar antes de o fazer. Para terminar outra ideia sem nexo que o BE fez ao colocar uma fotografia de Cristo numa campanha. Não havia necessidade de fazer isso. Pois veio desrespeitar os cristãos. Tiveram foi sorte por não haver cristãos fanáticos se não seria uma razia total como aconteceu quando os franceses colocaram a fotografia de Maomé na capa dum jornal.

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