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Três mulheres, três pátrias (Parte 3)

Para terminar esta minha trilogia acerca de mulheres que tive o prazer de conhecer e que me ofereceram a sua amizade, o seu conhecimento e a sua simpatia falta-me falar de Krystyna Mokjuc da Polónia.

O ano passado estava num grupo e fizemos um intercâmbio com um grupo de polacas que por curiosidade se chamavam todas Krystynas.

Nunca tinha visitado a Polónia e foi com grande entusiasmo que deixei Portugal e voei até Rzeszow, uma cidade muito bonita a duas horas de Varsóvia. Ao chegar ao aeroporto o grupo foi recebido por aquele grupo de mulheres trajadas a rigor. Parecia que estava a entrar numa feira medieval, pois as suas roupas eram semelhantes a essa época. Olhei e vi na sua mão um papel com o meu nome. Felizmente a senhora falava inglês e começamos a falar na viagem até a sua casa. Uma vivenda nos subúrbios da cidade, com quintal. Ao entrar senti-me bem naquele quarto enorme com um vaso no meio e uma planta grandiosa. As paredes estavam cheias de fotografias. Memórias de festas familiares, eventos do grupo onde ela era Presidente. Na sala tinha uma estante cheia de livros e uma cobra piton como o seu animal de estimação favorito. Fiquei encantada com tudo aquilo, pois livros e cobras fazem parte dos meus gostos.

Durante a entrega de lembranças, soube que ela e o marido eram professores de Economia na faculdade de Rzeszow. O filho era músico. Ela escreveu mais de cem livros na sua área.

Alguns diziam que ela era excêntrica, talvez o fosse mas a sua excentricidade fazia dela uma mulher cheia de cor e luz. Admirava o seu puder de criação, pois tanto podia vestir-se de Cleópatra como de Liza Minelli em cada evento em que fomos convidados.

Os dias terminaram e regressei ao meu país. Este ano o grupo das Kystynas veio visitar-nos e foi com muita pena que a minha Krystyna não veio, mas a minha porta estará sempre aberta para ela e sua família.

Como esta mulher não para, agora vai candidatar-se ao Parlamento Europeu e graças ao voto na internet dos candidatos ocupa o 3ª lugar entre as 277 comissões eleitorais. Tem feito uma boa campanha e diz que quer levar a Polónia cada vez mais longe.

Espero assim que dia 25 de Outubro consiga o lugar no Parlamento que tanto ambiciona porque ela é uma mulher lutadora, que enfrenta uma guerra se for preciso para conseguir fazer-se ouvir.

Um grande abraço cheio de saudades minha amiga Krystyna.

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