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Para que servem as férias?

Trata-se de uma pergunta pertinente e que merece da nossa parte uma reflexão cuidada. As férias devem ser um direito de quem trabalha, mas também daqueles que já deixaram de trabalhar e que descontaram para agora receber esse benefício. Mas nem todos se apercebem da finalidade e da importância que esse tempo tem na vida de cada um. As férias devem ser encaradas como um bem-estar para a Família. O relógio da rotina deixou de funcionar e por essa razão as coisas e os hábitos têm de ser diferentes. Desde a mudança do ambiente, uma paisagem nova, um encontro de pessoas que não conhecemos, mas cumprimentamos. Os turistas oriundos de outros países é uma espécie de lufada de ar que nos chega através da língua.

Também é um tempo para pôr a leitura em dia, quem goste de ler, claro, conversar com os amigos e conhecidos sobre a nossa vida cheia de surpresas que nunca estamos à espera delas. Para melhor saborear este tempo de relaxamento, é necessário fazer coisas muito diferentes daquelas que fazemos em casa. Uma alimentação simples e nada de excessos, roupas simples, descontração completa. Mas nem todos sabem tirar partido das férias e por vezes regressam mais cansados do que partiram. Este ano deparámos com um fenómeno novo e que está relacionado com o novo telemóvel, o da internet e da fotografia. Como uma boa parte das pessoas não o sabe utilizar, passa o tempo a brincar como se fosse um boneco. Na esplanada do Parque onde habitualmente tomávamos o café, deparámos com famílias inteiras a mexer com o dedo no telemóvel e a ficar assim muitos minutos. A conversa não existe porque os elementos da família estão ao telemóvel. É uma obsessão doentia. Enquanto observamos os turistas que nos visitam, a fazer a sua vida normal e sem telemóvel na mão. Na verdade somos um povo suigeneris.

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E como nota final: não conseguimos entender como é possível o Fisco taxar um imposto sobre reformas acima do ordenado mínimo, reformas essas que há dez anos não sofrem aumentos. Vários reformados com quem falámos estavam indignados como é possível cobrar imposto sobre reformas que mal dão para comer. Mas afinal que País é este? Dos ricos e dos pobres?… Gostaríamos de saber os fundamentos para este imposto.

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