Memorabilia – 3

Imprensa do Concelho de Torres Novas

Data de Publicação

Título

Biblioteca Municipal

Bibliotecas

1853

O Janota Almondino

Arq. B. M. T. N.

1868

O Eco Torrejano

B.N. -J.1663//7V.

1882

A Monarquia

1884/1915

Jornal Torrejano

Arq.B.M.T.N.

B. N. 1650 1 V.

J.3050; J. 3124

J.3580//117 M (a)

BUc – B42-90-2

1890

Serpa Pinto

B.N. J.1655/25V.

B. N. J.3580//176 M

1893

A Renascença

B. N J.770 43 A

1899

O Imparcial

BN.J.1652//19V.

1902/1910

O Petardo

Arq. Pessoal -Fotocópias -últimos números

B. N. Hemeroteca

digitalizado

1904

Jornal de Torres Novas

Arq. B.M.T.N. um único exemplar conhecido

1906

O Povo de Alcanena

Arq. B.M.T.N

Alguns exemplares digitalizados

B.N. J. 1772//26

BUC B-57-32-M42

1907/1908

O Almonda

B.N. J.1681//13M (b)

BUC B-57-40-M57

1907

O Commercio de Torres Novas

B.N. j.1705//12g

BUC B-57 -43-M64

1908

A Era Nova

B.N. J.1788//26

BUC  B- 46-65 -5

1908

O Riachense

Arq. B. M. T. N.

1910

Alerta

Arq. B. M.T,N.

1911

O Operário

B.N. J.3568//12 B

1912

O Futuro de Alcanena

B.N. J.3225//786

1913

O Fóco

Arq. B. M. T. N.

1914

O Binóculo

B.N. J.3192//16

BUC B-57-11-M10

1915

O Torrejano

Arq. B.M.T. N.

1918

O Almonda

Em publicação

Arq. B. M.T. N.

1925

Vontade (d)

1926/28

O Resgate

Fam. Faustino Bretes

1928

A Alma Torrejana

Fam. Faustino Bretes

(c)

1929

A Renascença

B. N. J.B116//4

1930

A Mocidade

Arq B.M.T.N.

B. N. J.3876 1

BUC GN-28-8

Depois do 25 de Abril de 1974

O Riachense

Em publicação

Arq B.M. T. N.

1976-1982

A Forja

Arq. B.M. T. N.

O Jornal Torrejano

Em publicação

Arq. B. M. T.N.

Buc – Biblioteca da Universidade de Coimbra

a) Diversas séries incompletas do Jornal Torrejano com os 1ºsmúmeros;(1 e 3); outra de 1901-1913; um nº de 1889; 1º nºde 1894.

b)Nunca encontrei a série de Lisboa.

C) Imprensa anarquista, cujas séries, em posse da família, deveriam ser digitalizadas. Escrevi sobre as mesmas na Nova Augusta nº22

d) Nunca encontrei este periódico, citado por Artur Gonçalves.

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Torres Novas possui uma riqueza jornalística pouco vulgar no país interior. Infelizmente, parte significativa desse património encontra-se fora da leitura dos seus munícipes. Para quem investiga a história concelhia, para quem se interessa por saber o que foi a sua vila nos séculos XIX e XX e/ou, depois, a sua cidade, inevitavelmente terá de percorrer as páginas dessa imprensa. Por ele perpassa a estrutura física e mental duma sociedade integrada num espaço/tempo, que vai do pequeno lugar, à aldeia, à freguesia, ao concelho, ao distrito, à região, ao país. São pessoas, rostos, estruturas familiares, profissionais, políticas, económicas, religiosas, que condicionaram o tempo presente, como este condiciona o do futuro. A história nacional, sem a história local, não passa dum esqueleto. Como o inverso também é verdadeiro. Estudar a política autárquica concelhia, sem o vector provincial e nacional, conduz-nos apenas a lugares onde as interrogações ficam sem resposta. Daí a exigência duma pesquisa amplificante, para a qual, desde que existe, se torna preponderante a investigação da imprensa, mesmo sabendo que ela surge em locais onde mais de 80 % são analfabetos. Se explica muitas elites, a sua composição, as suas estruturas amplificadas pelo casamento, a sua ramificação nos tempos seguintes, não deixa de demonstrar que uma classe média e pequeno-burguesa, surgida com a monarquia parlamentar, vai permitir a leitura da história das famílias, aldeia a aldeia, a transformação do campesinato em operariado, a formação dum funcionalismo municipal e do estado a nível concelhio, interventores, quer na estrutura política, quer na que formará a estrutura social que, atravessando a 1ª República, a ditadura, a sociedade surgida com o 25 de Abril, chegou aos nossos dias. Continuidade e ruptura. Percebê-las, ambas, nos seus labirintos e espelhos nunca transparentes, obriga a muita leitura, muito tempo de reflexão, pesquisa. Que se não coaduna com o desinteresse municipal pelo património escrito. Ou explica que o património só lhe interessa na rentabilidade do voto ou da manipulação. Como sempre se percebeu, nada mais efémero que a ambição da manutenção a todo o custo do poder. Este esboroa-se, o tempo muda as alíneas dos programas, o que fica, o que não é resíduo, a história o guarda. Quase sempre não coincide com a espuma do momento.

Ante uma riqueza jornalística rara, e cuja pertença deveria merecer lugar de realce no orçamento, até de custo muito acessível, devido aos meios tecnológicos actuais, seria um acto de profundo respeito pelo património a reorganização estrutural de quem é quem no arquivo histórico municipal, da sua direcção, da necessidade dum bibliotecário arquivista, como na definição da percentagem do orçamento que lhe permita uma certa autonomia para a aquisição, mesmo digitalizada, do que lhe é, no fluir do tempo, o seu certificado de identidade.

Ignorar ostensivamente a informação do passado conduz quase sempre ao esquecimento do futuro que é o presente em caminhada.

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