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Auditório da Biblioteca repleto para ouvir Nuno Lobo Antunes

O Agrupamento de Escolas Gil Paes convidou o eminente médico, Dr. Nuno Lobo Antunes, para vir a Torres Novas falar sobre autismo, no âmbito da iniciativa “À conversa com”, que teve lugar na quinta-feira, dia 16. O auditório da biblioteca tornou-se pequeno, tal o grande interesse que despertou a iniciativa.

Nuno Lobo Antunes aproveitou para evocar o nome do irmão Pedro, que foi vereador na Câmara de Torres Novas, reforçando que sentia um grande prazer em estar na terra que o irmão «tanto amava». Depois, passando à conversa sobre autismo, começou por ir direto ao assunto, explicando que o principal é identificar o problema. Mas essa identificação gera desconforto, tanto no diagnóstico, como para quem recebe a notícia, mas é necessário ultrapassar essa ideia, pois, defendeu, «os pais têm direito a saber a verdade, mesmo que essa não seja agradável». Reforçou a confiança no conhecimento médico, assim como na prescrição de medicamentos, aproveitando para criticar a aparente leviandade com que se critica a prescrição médica, sobretudo nos casos mais mediáticos, como acontece com o medicamento “Ritalina”.

O médico considera a ansiedade dos pais destas crianças «normal e justificada», pois o caminho «não é de rosas». Educar uma criança com autismo «é difícil» e apenas com uma «sociedade solidária» se consegue acompanhar estas crianças «como elas merecem», sublinhou. Defendeu o seu papel numa sociedade do futuro, dizendo «se a única competência for cognitiva então não teremos lugar para eles no futuro», acrescentando que é necessário pensar que sociedade queremos, se uma sociedade inclusiva, que acolhe e integra estas pessoas, se outra. Nuno Lobo Antunes, luta pela primeira. Por isso defende também que estas crianças têm lugar nas escolas “normais”, pois a convivência das crianças com a diferença desde pequenos torna-os «adultos mais tolerantes». E os pais sabem que têm de enfrentar uma cultura que olha muitas vezes de lado para a diferença. E para esses pais o maior problema é pensar «E quando eu já cá não estiver cá?». Preocupam-se por isso que os filhos recebam as melhores ferramentas que lhes garanta a independência no futuro.

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