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Entrevista com o novo Diretor do Teatro Virgínia

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«O Teatro Virgínia está conotado com uma grande programação»

Rui Sena, 62 anos, natural da Covilhã, começou a trabalhar em Teatro aos 20 anos e nos anos 80, começou a frequentar através da Associação de Teatro Amadores alguns cursos, fez cursos de improvisação com profissionais de vários países. Mais tarde fez a licenciatura em Estudos Teatrais e passou pelo Grupo de Intervenção de Teatro da Covilhã, conhecido pelo Teatro das Beiras. Em 2002 formou a sua estrutura de artes performativas, a fazer o cruzamento de várias disciplinas artísticas.

P – Com toda a sua experiência de Teatro há que perguntar se também foi ator?

R – Sim, passei pelo palco, mas depressa dele fugi para ser encenador. Na verdade sempre gostei mais de dirigir e de criar. Tive algumas experiências em meia dúzia de peças mas não era onde me sentia realizado.

P – Porquê?

R – Acho que enfrentar o público não é fácil. Depois sentia sempre que havia uma parte que me fugia no espetáculo, a concepção do global. E como tive a oportunidade de começar a dirigir apercebi-me que onde me sentia bem era no palco antes da estreia. Na verdade é um grande desafio começar a trabalhar o vazio, no processo de montagem de um espetáculo. O meu percurso foi-se fazendo à volta da direção e da encenação. Todos nós quando fazemos algo gostamos de ser perfeccionistas e senti que não seria como ator, mas sim como encenador e criador. Se quisesse ser diferenciador seria no processo que antecede a estreia no palco.

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