Home > Colaboradores > Carlos Pinheiro > O Congresso de Coimbra dos Bombeiros Portugueses

O Congresso de Coimbra dos Bombeiros Portugueses

Pela primeira vez, desde que em 1993 fiz parte da representação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Torrejanos em Tavira, no XXXII Congresso da Liga dos Bombeiros Portugueses, pela primeira vez, dizia, faltei a um Congresso Ordinário da Liga. Foi este ano, quando o Congresso decorreu em Coimbra.

E não fui, por entre outras razões de ordem pessoal, porque já não faço parte dos Órgãos desde o inicio de 2012 uma vez que em 2011 não aceitei nenhum dos convites das duas listas concorrentes ao Congresso da Régua.

É certo que tinha agendado uma ida a Coimbra no dia de Sábado, pelo menos para cumprimentar alguns dos muitos amigos que fui fazendo, ao longo dos anos, no seio da grande família dos Bombeiros. Mas nesse dia foi a enterrar um grande amigo dos Bombeiros, o senhor Anselmo Silva, homem que dedicou uma vida aos Bombeiros, como Presidente dos Bombeiros de Odivelas, como Presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa e como membro do Conselho Administrativo e Técnico da Liga e depois do Conselho Executivo, durante dezenas de anos. Foi exactamente nesse Sábado o seu funeral e eu fui cumprir a minha obrigação de me despedir daquele amigo. Foi uma opção, mas também uma obrigação. Foi assim.

Porém, desta vez, também pela primeira vez, o Congresso foi transmitido em directo, ao vivo e a cores, pela Internet, pelo “site”” Bombeirosparasempre”, o que foi uma novidade absoluta e permitiu, que à distância, os interessados pudessem acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos. Foi isso que fui fazendo para poder formar uma opinião.

Assim, pelo que vi e ouvi, foi um Congresso muito participado, muito vivo, muito empolgante dado que novamente havia duas listas em competição. Mas, seja-me perdoada a franqueza, algumas vezes, algumas intervenções exageradas por despropositadas e até desadequadas ao momento e á solenidade do acto, não ilustraram quem as proferiu nem quem as consentiu. Ficou-me na memória a intervenção dum Comandante, se a memória não me atraiçoa, dos Bombeiros Voluntários de Valbom, que usando uma linguagem vernácula imprópria para aquele local, até atacou, sem qualquer razão, a estrutura nacional da Protecção Civil. Foi uma pena, quem tinha poder para tanto, não lhe ter retirado a palavra quando começou a usar o tal palavreado. Podia dar algum burburinho, mas evitava-se que fossem ouvidas certas palavras que não faziam ali qualquer falta.

Acabei por não ter saudades de não ido e não ter tomado parte activa nos trabalhos. Mas mesmo assim não deixei de ser informado dos resultados eleitorais em cima da hora. De facto o candidato a Presidente da Mesa dos Congressos da Lista vencedora, enviou-me uma mensagem com os resultados a que eu respondi de imediato com os votos de parabéns. No outro dia, a hora mais conveniente, depois das últimas cerimónias de encerramento do Congresso também dei os parabéns ao Candidato vencedor, Comandante Jaime Soares, que simpaticamente também agradeceu.

Os eleitos, cuja equipa tem elementos em funções desde 2006, são, na generalidade pessoas experientes e conhecedoras do meio dos Bombeiros e dos problemas que os afectam. Mas vão ter três anos à sua frente com muitas dificuldades. Cada vez há menos dinheiro para tudo e para todos e os Bombeiros, apesar da importância das suas missões, não são excepções à regra. Daí as dificuldades que se advinham e que não deixarão de ser combatidas com engenho e arte.

Aos vencedores renovo os meus parabéns. Aos vencidos, um abraço de solidariedade, porque tinham um bom programa e uma boa equipa.

E um voto final. Que todos se saibam unir em defesa dos interesses da classe, o mesmo é dizer-se em defesa das populações que os Bombeiros de Portugal todos os dias servem.

Deixe-nos o seu comentário pelo facebook