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“Nasci fadista. Canto por amor e por paixão”

O nome da jovem Liliana Jordão aparece desde há três anos para cá, intimamente associado ao fado. Nas suas palavras, nasceu fadista, mas tarde fez esta descoberta, confessa.

Torrejana, assume-se como uma “fã” da cidade que a viu nascer, e onde vive atualmente.

O fado que começou como uma brincadeira tornou-se um assunto bem sério e já se perderam a conta às atuações que Liliana Jordão já fez por esse Ribatejo.

Em carteira traz o projeto de vir a gravar seu primeiro trabalho discográfico.

A jovem Liliana Jordão é natural de Torres Novas, onde reside e diz-se “fã desta cidade. Só lamento a falta de oportunidades em termos profissionais, que mais tarde ou mais cedo me obrigará, porventura, a ter que partir para outra cidade.

Tenho 31 anos e só saí daqui durante cinco anos para estudar na Universidade de Aveiro, onde me licenciei em Novas Tecnologias da Comunicação”, começa por se apresentar..

O gosto pelo fado nasceu há cerca de três anos e desde então tem percorrido todo o Ribatejo a cantar.

Ao contrário da maioria dos fadistas, não me foi incutido desde cedo, apesar de hoje saber que ambas as minhas avós adoravam e cantavam fado. Descobri o fado com esta nova geração de fadistas e com o novo impulso que deram ao fado.

A partir daí, e desde que me movimento neste meio do fado, redescobri a canção nacional, começando pelas origens, mas sem nunca perder a paixão pelo que se faz de novo”, explica.

Sempre cantei em casa e para um círculo restrito de amigos.

Na escola houve uma altura em que me chamava de juke box porque bastava falarem numa música para eu começar a cantarolá-la. Mas só assim, só em brincandeiras. Faltava-me a coragem para enfrentar um público”, acrescenta ainda.

Afirma assim que começou a cantar por brincadeira.

Pode parecer lugar-comum, mas a verdade é que foi mesmo por brincadeira. Em casa ouvia os meus cds de fado e cantava por cima da gravação, mas nunca me tinha passado pela cabeça ser fadista”.

Foi enquanto professora na Escola Secundária de Alcanena que certo episódio lhe deu o empurrão que faltava.

Lá havia um grupo de professores, comigo incluída, que estava encarregue de animar as festas de Natal, Carnaval, e outras. Nessas festas cantava-se de tudo um pouco, desde Tina Turner a Ivete Sangalo.

Célia Ramos

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