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Construir a Europa – Votando!

Vivemos num território a que chamamos Portugal, um espaço conquistado ao longo de quase nove séculos, desde o nosso primeiro rei até hoje, em que temos de conquistar a nossa dignidade e desenvolvimento no espaço das nações com que nos relacionamos, sobretudo a Europa.

Pouco e pouco, quem nos governou neste percurso da História, foi construindo uma identidade diferente de outros povos eles próprios muitas vezes fechados sobre si próprios, em busca de um destino de glória a que não foi alheia a guerra, ou melhor: tantas guerras como forma de afirmação e procura da prosperidade política, económica, religiosa, cultural e até racial.

O espaço europeu é constituído por muitos países, com uma diversidade muito significativa entre si, com expressão em línguas diferentes, abrangência geográfica da sua cultura em territórios um pouco por todo o mundo (sobretudo por efeito da expansão marítima dos séculos XV e XVI). Mas o mundo não parou e também em outras regiões do mundo houve desenvolvimento e as tecnologias difundiram-se de forma que estamos agora confrontados pelo fenómeno da Globalização que permite que pequenas identidades de pessoas ou países possam ambicionar a tocar e intervir no mundo todo, num movimento de interdependências e influências que se estendem a todos. Perante essa realidade muitos países procuram “agarrar-se” à sua identidade ancestral, enquanto outros procuram novas formas de colonização ideológica e política, com efeitos em alguns casos perigosos.

Hoje assiste-se à emergência de blocos de influência, seja económica, seja política, ideológica ou cultural, em que se faz um grande empenho por estender influências e domínios. E surgem um pouco por todo o lado alianças que procuram agregar interesses e espaços de intervenção: A grande China, O subcontinente latino-americano, a India, a União Africana, etc.

A Europa inserida nesse universo composto por 7 mil milhões de pessoas, representa atualmente apenas 7% da população e encontra-se muito dividida com povos e formas de agir que acabarão por submergir às mãos dessa massa de pessoas que aflui a um vasto território europeu de bem-estar (veja-se o fenómeno da imigração a partir das costas de África com pessoas a chegarem às costas da Grécia, Itália, Espanha, Portugal, etc.), ou ainda a necessidade de convergência na ação política face a fenómenos com a crise na Ucrânia/ Crimeia onde a Europa não teve uma resposta imediata e concertada.

Antevendo muito do que está a acontecer e no rescaldo da 2ª Guerra Mundial, três primeiros-ministros europeus: Konrad Adenauer, Robert Schuman e Alcide De Gasperi, sonharam que de forma pacífica se poderia construir uma União Europeia, um espaço de prosperidade e de paz para todos os povos que habitam o espaço que vai do Atlântico aos Urais. A riqueza desses povos está na sua cultura judaico-cristã e humanista, na sua ciência e línguas, no seu património histórico e nos seus povos.

Hoje confrontados com novos desafios, é preciso encontrar órgãos de governação de todos, com uma coordenação central europeia, como um Banco comum, um Parlamento, um Tribunal, forças de Defesa e um Governo composto por uma Comissão. Para isso, cada Estado ou país terá de abdicar um pouco da sua soberania, de forma a tornar A Europa governável a bem de todos.

Todos os cidadãos são chamados felizmente em liberdade e democracia, a votar no dia 25 de Maio – também nós portugueses – para escolher aqueles cidadãos que os irão estar a representar no Parlamento europeu.

Devem-no fazer de forma esclarecida e em consciência, votando nos que vão de encontro aos seus valores e condutas, sabendo que os deputados em Bruxelas e Estrasburgo irão ter mandatos para escolher e construir leis que nos vão influenciar ou determinar o viver por muitos anos.

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