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«Querem acabar com a Escola Pública com a matriz do 25 de Abril»

A CDU realizou mais uma sessão das “Conversas de Abril”, no Estúdio Alfa, na terça-feira, 6 de Maio. O tema foi a “Educação”, tendo por convidado Mário Nogueira, o dirigente nacional do sindicato FENPROF. A sessão contou também com a presença de Cristina Tomé, dirigente sindical, e de Ana Governo, representante da JCP nacional.

Direito à educação, direito para todos à escola e ao ensino, começou por dizer Cristina Tomé. Lembrou em seguida que após a revolução de Abril as escolas deixaram de ser «edifícios cinzentos e passaram a ser espaços abertos ao debate», onde «aprender podia ser um agradável prazer». Mas agora o conceito de Escola Pública parece estar em perigo. Com o argumento dos custos têm sido fechadas escolas e surgido novos mega agrupamentos. O governo, denunciou, «quer poupar uns trocos e sacrificar os jovens».

Mário Nogueira, sendo natural de Tomar, confessou em primeiro lugar estar na região. Depois alertou: A Educação, segundo a Organização Mundial de Comércio, “vale” dez vezes mais o mercado mundial de automóvel, sendo por isso um mercado «apetecível». Daí que o governo “colabore” com os intuitos dos privados, abrindo este “mercado” ao negócio, fomentando-o e apoiando-o. Mário Nogueira não se mostrou contra as escolas privadas, mas sim contra o Estado andar a financiar o ensino privado com dinheiro público. E isto vai acontecendo «pacificamente» porque as pessoas «não valorizam tanto o que acontece com a Educação, da mesma forma que a Saúde». A Escola Pública permite, pelo menos, «atenuar a desigualdade no acesso à Educação», mas o governo «quer desmantelar a escola pública democrática que existe». E continuou: «Querem acabar com a escola pública com a matriz do 25 de Abril, que é inclusiva e aberta a todos».

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