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As passadeiras para peões…

A deputada socialista Edite Estrela afirmou na televisão de que os portugueses deviam de escrever mais em defesa da Língua Portuguesa. Hoje o computador substituiu a escrita pessoal. Até mesmo as cartas de amor – ainda existem? –, os cartões de Boas-Festas ou de Aniversário quase que desapareceram. E quando se escreve a um Amigo utiliza-se o mail e outras formas de comunicação, como o telemóvel. Tudo isto vem a propósito de nós, ainda hoje e no século XXI ainda escrevermos à mão os nossos artigos, reportagens, cartas a familiares e a Amigos. Comprámos mesmo, há muitos anos, uma máquina de escrever. Mas ao escrever as nossas cartas sentimos que faltava algo de pessoal de quem escreve. Os textos parece que não tinham alma , sentimento, amizade. E depressa voltámos à primeira forma, aquela que sentimos mais como forma de comunicar e, por outro lado, estamos a defender a Língua Portuguesa.

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Mas vamos ao tema de hoje que não as Passadeiras para Peões . Em boa hora a nossa Câmara mandou pintar as passadeiras de peões nas principais artérias da cidade. É de registar o facto felicitando o Município por esta iniciativa porque já o tínhamos abordado numa nossa crónica sobre essa necessidade. Costuma-se dizer que é fácil criticar , mas quanto a nós o mais difícil é elogiar por aquilo que se faz em prol do colectivo. Apesar de alguns defenderem – estão no seu direito – de que é obrigação fazer as coisas e como tal não merecem Elogios. Como nós não pensamos assim e como ainda somos livres de o dizer, qualquer coisa que se faça em prol do colectivo nunca deixaremos de elogiar . Há 50 anos que o fazemos e não estamos arrependidos. Município Torrejano, Juntas da Cidade, Colectividades e Figuras Públicas que ao longo dos anos muito fizeram para que esta cidade crescesse, nunca tivemos dificuldades em elogiar por aquilo que realizaram na sua vida. Nas páginas do nosso Jornal estão centenas de reportagens que fizemos sobre a vida das Pessoas, das Colectividades e dos nossos Autarcas. Muitos acontecimentos marcantes na nossa vida e na vida da cidade, tivemos o privilégio de vivê-los e de participar neles. Muitos Amigos já partiram, mas que deram o seu melhor a esta cidade. E nunca poderão ser esquecidos para que as futuras gerações tomem conhecimento dos seus antepassados e daquilo que lutaram para que eles pudessem ser livres nesta nova sociedade saída do 25 de Abril de 1974. Passaram quarenta anos e que vão ser analisados na altura própria. Daremos também o nosso contributo.

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