Mais cortes?

Para já, é mais um balão de ensaio para aferirem da forma como as pessoas, especialmente os reformados e pensionistas, os bombos da festa desta gente, vão reagir. É mais uma espécie do que quiseram fazer com a tal TSU dos reformados em 2011. Dessa vez o povo saiu à rua e a coisa foi adiada, alterada, mascarada, mas mesmo assim eles cortaram o que lhes deu na real gana aos reformados e pensionistas. Por isso estamos como estamos. Mas eles não estão satisfeitos. Querem mais sangue. Querem menos reformados vivos para assim pouparem nas reformas para eles continuarem a gastar à vontade, como novos-ricos, como se fossem donos desta quinta.

É certo que temos eleições à porta. É certo que as pessoas estão completamente desmotivadas, mas mesmo assim, com algum esforço, podem-se acertar algumas contas no dia 25 de Maio. Mas para isso temos que lá ir “botar” o papelinho do voto. Ficar em casa não resolve nada, antes pelo contrário, agrava com certeza.

Depois do 25 de Maio e dos resultados que forem obtidos, algo poderá vir a mudar. Haja ainda alguma esperança apesar de sabermos que gente desta é capaz de tudo.

Vejam bem aquela do racionamento do leite que o chefe inventou, sem saber datas, mas disse que por volta de 1975, ou 1985, teria estado na bicha para o leite que estava racionado. Onde é que teria sido? No país das invenções, só pode.

Como é que se pode acreditar e ter alguma esperança em gente que mente com quantos dentes tem na boca?

Querem mais cortes, sempre aos mesmos. Mas cortar onde deviam cortar, isso é proibido. Vejam lá se eles cortam nos orçamentos da Assembleia da República, da Presidência da República, nos faustosos gabinetes que eles souberem rechear de nulidades completas a ganharem balúrdios, nos carros de luxo, nos apoios aos partidos, nas rendas energéticas, nos pareceres dos gabinetes de advogados amigos, nas Parcerias que foram começadas com a Ponte Vasco da Gama no cavaquismo. Vejam lá se eles aí mexem uma palha? Mexem, mexem, mas é sempre para dar mais benefícios aos mesmos de sempre, aos amigos do costume. Já agora, quantas vezes é que o financiamento privado da Ponte Vasco da Gama, cerca de 225 Milhões de euros, já foi pago? E o que mais adiante se verá já que a sócia, a VINCI, a quem deram a ANA, se prepara para fazer render a fruta.

Nesta fase de aperto, não é que arranjaram ordenados de luxo para uma comissão instaladora dum novo banco público – três elementos – que vão receber, por ano, cerca de 500 Mil euros?

Penso que isto não pode continuar assim por muito tempo.

O reviralho tem que aparecer, custe o que custar.Esperem pela pancada. Como se diz aqui pelo Ribatejo, quanto maior for a arrecuadela, maior será a marradela.

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