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Neta de Maria Lamas nas comemorações dos 120 anos da escritora torrejana

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Maria Benedicta Vassalo Monteiro, neta de Maria Lamas, veio até Torres Novas, à escola que recebeu o nome da patrona, na quinta-feira, dia 23, participar nas comemorações que evocam a escritora e jornalista torrejana.

A questão que se colocou é se os alunos que frequentam a Maria Lamas conhecem o porquê de ter sido atribuído o nome da patrona à Escola. Quem foi? O que fez? Há algum interesse em evocá-la? É possível que uma pessoa que nasceu há mais de cem anos tenha feito alguma coisa que nos interesse? Seriam os problemas da sua época ainda atuais nos nossos dias?

A neta de Maria Lamas começou por dizer que gostou que a referência à avó fosse feita como “Maria”, pois «foi assim que foi tratada toda a vida. Mãe, avó, escritora, foi sempre “Maria”» e acrescentou: «Ela iria gostar se ouvisse».

Apresentando alguns dados estatísticos sobre o analfabetismo, Maria Monteiro, procurou demonstrar como a taxa nas mulheres foi sempre mais alta, um pouco mais de metade da taxa dos homens. Há trinta anos a taxa de analfabetismo era de 15%, em 2001 era de 8% e em 2011 de 5%. Mas na Europa, salientou, a taxa é de 0%. Os dados mostram «os que ficam para trás na educação», não lhes abrindo caminho para a inserção social. Explicou que escolheu esse indicador porque lembra o que Maria Lamas tinha na ideia, de que não se podia deixar ninguém para trás. E à época a taxa de analfabetismo no país era de 80 a 90%. Por isso valerá a pena continuar a falar em dignificar a educação e a dar mais oportunidades às mulheres.

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