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“Vejo o cancro não como uma coisa má, mas sim como uma lição de vida”

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Eliana Brites, de 37 anos de idade, torrejana, encontra-se a fazer o segundo ciclo de quimioterapia. Em março foi-lhe diagnosticado cancro da mama. Pouco tempo passado foi-lhe retirado o primeiro peito, e já é certa a operação para tirar também a mama esquerda.

Recebeu-nos em sua casa, nos Riachos, como se fôssemos amigas há anos. Na mesa café, broas e licor. No rosto um sorriso e nos gestos o acolhimento afetuoso. Nas suas palavras a disponibilidade para falar sem reservas, sem lágrimas e sem mágoa, da doença que já lhe levou algumas coisas, que já lhe pregou algumas partidas, mas que não lhe tirou a alegria de viver intensamente cada dia, com uma energia contagiante.

A descoberta de uma “massa” estranha no peito aconteceu em março deste ano. Tinha tido conhecimento de que uma amiga tinha cancro. Este episódio alertou-a para fazer a palpação do peito, apesar de que tinha feito uma mamografia há relativamente pouco tempo.

Depois de uma consulta de clínica geral, é encaminhada para fazer exames, através dos quais lhe é diagnosticada uma fibrose estromal da mama de aparência benigna. No entanto e apesar de não haver sinal para alarme é aconselhada a fazer biópsia e dentro de oito dias, mais este exame estava também marcado.

As lágrimas caíram-lhe pela primeira vez em todo este processo, quando foi chamada ao hospital com urgência.

“Quando cheguei apenas perguntei ao médico: É maligno? Ao que ele respondeu afirmativamente. Neste momento é como se puxassem o tapete debaixo dos nossos pés. Em minutos fazemos um background da nossa vida.

O cancro já tinha metástases e foi de imediato proposto a operação. Foi então sugerido tirar o quadrante mamário superior direito, mas na opinião do oncologista seria de tirar a mama inteira e eu concordei”, explicou Eliana que tinha acabado de descobrir que tinha um carcinoma maligno lobular invasivo.

“Soube ainda que era geneticamente bilateral. Ou seja a parte esquerda também estava afetada”, disse ainda.

Depois deste impacto inicial, Eliana decide que tem de lutar com todas as suas forças e toda a sua energia contra a doença.

Célia Ramos

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