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No centro histórico contaram-se histórias da memória coletiva

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Inserido no programa de educação para o desenvolvimento da dança contemporânea da Associação Cultural O Corpo da Dança, de Torres Novas estão diversos projetos na área da coreografia. Integrado nesta estratégia de desenvolvimento da dança, a associação promove também a ligação entre os seus alunos, a sua terra e a sua história.

Foi a pensar neste projeto coreográfico realizado fora de palco que o centro histórico da cidade de Torres Novas surgiu como o local sugestivo para uma apresentação de vivências e histórias que afinal formam a memória coletiva.

Esta partilha de memória foi precisamente o ponto de partida para ir ao encontro de alguns comerciantes das ruas Alexandre Herculano e Rua Miguel Bombarda, através da ACIS, assim como do Posto de Turismo da Câmara Municipal de Torres Novas, da Biblioteca Gustavo Pinto Lopes e do Teatro Virgínia.

Assim se deu nova vida a estas duas ruas no sábado, dia 20 de julho. Foi um dia de grande animação e dinamismo dedicado ao espetáculo e ao comércio. Desde cedo as bancas tinham sido Presente esteve também uma banca com exposição e venda de artesanato, da responsabilidade do Posto de Turismo da CMTN, assim como a Biblioteca Gustavo Pinto Lopes teve uma banca de livros e Contos Encenados.

Em paralelo, foram apresentados dois espetáculos de rua coreografados por Marta Tomé.

De manhã a Rua Miguel Bombarda foi palco para a apresentação do espetáculo “Terra-Chão” e ao final da tarde, foram dezenas de pessoas que se juntaram na Rua Alexandre Herculano para assistir ao segundo espetáculo, desta vez, “Memória Coletiva”.

“Terra-Chão: Aqui, para a rua, trata-se de um excerto adaptado de um espetáculo com o mesmo título, que foi co-produzido pelo Teatro Virgínia e Marta Tomé em 2010. É uma peça de dança contemporânea com música original de Vasco Ribeiro Casais, um extraordinário músico que conheci precisamente aqui em Torres Novas num concerto dos Dazkarieh, banda que o mesmo lidera. Na altura falei-lhe de alguns projetos que tinha em mente e ele atirou-se de cabeça imediatamente a estes projetos e alguns meses mais tarde estávamos a trabalhar em Terra-Chão. Esta peça aborda uma viagem imaginária de três velhas à sua juventude. Sem falarem, dialogam entre olhares, devaneios e danças. Há ainda um recordar da rotina diária através dos objetos que as mesmas vão usando ao longo da peça”, explicou Marta Tomé a O Almonda, quando lhe perguntámos a história deste espetáculo.

Célia Ramos

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