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Quando os mesteirais sobem ao poder autárquico

Nas vilas medievais o poder autárquico assentava na assembleia do concelho que elegia anualmente dois juízes ordinários, o procurador do concelho e os almotacés. Todos esses elementos saíam da classe dos cavaleiros-vilãos, proprietários e classe burguesa nascente, dos letrados, que constituíam a nobreza concelhia. Nas cortes, os seus procuradores eleitos

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Memorabilia – XXX 1972 -2

De Torres Novas, em 1972, selecciono alguns acontecimentos que, de forma directa ou indirecta, influenciaram os tempos em que vivemos. A guerra colonial nas três frentes e a emigração, esta principalmente para França, com números próximos de um milhão.i As inversões demográficas da sociedade lusa nas décadas seguintes resultaram destes dois

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Memorabila XIII

A 25 de Novembro de 1961,com o nº 2111, o semanário O Almonda entrava no seu 44º aniversário.[1]Concluía editorialmente um ano crispado, pleno de mudanças, nacional e internacionalmente. Vejamos, neste segundo aspecto, as principais transformações: 20/1 - Toma posse como presidente dos Estados Unidos, o democrata John F. Kennedy;

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Memorabilia – 7

Torres Novas sempre foi uma terra cuja vida socio-religiosa-cultural  dependeu sempre das colectividades. Se até ao liberalismo a vida associativa obedecia a princípios diferentes , assentando no trabalho, nas freguesias rurais e urbanas, das confrarias socio-religiosas e  nas associações de artes e ofícios das artífices mecânicos, no século XIX, pela

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Memorabilia – 5

Chegam-me, através do Álvaro, fotografias de 1959. A adolescência regressa à memória. Por onde anda a malta do meu tempo? Que foram, após esse ano? Que resultou, não só na continuação do jornal escolar O grasnar do Corvo, como a publicação duma Revista de Finalistas, o primeiro baile aberto no

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Memorabilia – 5

Chegam-me, através do Álvaro, fotografias de 1959. A adolescência regressa à memória. Por onde anda a malta do meu tempo? Que foram, após esse ano? Que resultou, não só na continuação do jornal escolar O grasnar do Corvo, como a publicação duma Revista de Finalistas, o primeiro baile aberto no

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Memorabilia – 3

Imprensa do Concelho de Torres Novas Data de Publicação Título Biblioteca Municipal Bibliotecas 1853 O Janota Almondino Arq. B. M. T. N. - 1868 O Eco Torrejano - B.N. -J.1663//7V. 1882 A Monarquia - - 1884/1915 Jornal Torrejano Arq.B.M.T.N. B. N. 1650 1 V. J.3050; J. 3124 J.3580//117 M (a) BUc - B42-90-2 1890 Serpa Pinto - B.N. J.1655/25V. B. N. J.3580//176 M 1893 A Renascença - B. N J.770 43 A 1899 O Imparcial - BN.J.1652//19V. 1902/1910 O Petardo Arq. Pessoal -Fotocópias -últimos números B.

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O Ensino no Concelho de Torres Novas na 2ª metade do século XIX – 2

1900 -2 Nota Prévia No último artigo sobre o ensino foi publicado um quadro estatístico que, por falha pessoal, se encontrava totalmente adulterado. Com o nosso pedido de desculpas, publicamos de novo o referido quadro: Datas População Total População Masculina População Feminina Sabem Ler Homens     Mulheres Analfabetos Homens     Mulheres 1 -1-1878 4,550,699 2.175.829 2,374,870 544.556 254.369 1.631.273 2.120.501 1-12-1890 5.049.729 2.430.339 2.619.390 667.497 381.275 1.762.842 2.238.115 1-12-1900 5.423.132 2.591.600 2.831.532 736.509 425.287 1.855.091 2.406.245 Anuário Estatístico do Reino de Portugal relativo a 1900[1] Ensino

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O Ensino no Concelho de Torres Novas na 2ª Metade do Século XIX 1900

Dos três censos da população portuguesa, o quadro seguinte permite uma ideia global sobre a situação da alfabetização no país nos finais do século XIX População Total População masculina População Feminina Sabem Ler Homens  Mulheres Analfabetos Homens   Mulheres 1 -1 -1878 2.175.829 2.374.870 544.556 254.369 1.631.273 2.120.501 1-12-1890 5.049.729 2.430.339 667.499 381.275 1.762.842 2.238.115 1-12-1900 5.423.132 2.831.532 736.509 425.287 1.855.091 2.406.245 Anuário Estatístico do Reino de Portugal relativo a 1900[1] Se a população recenseada aumentou de

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O Ensino no Concelho de Torres Novas na 2ª metade do século XIX -28 1890 – 1891

Os acontecimentos nacionais surgidos com o ultimato, mudança de governo, instabilidade social, crise económica, reflectem-se no ensino. O governo regenerador, como vimos no último artigo, cria o ministério da instrução, mas o agravamento económico, até à bancarrota, em 1892, leva à sua reintegração como secretaria de estado, no Ministério

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O Ensino no Concelho de Torres Novas na 2ª Metade do século XIX -21 1884 -1885

Renova-se o governo Fontista (14-11-1881/24-10-1883), no 40º governo constitucional (24-10-1883 -20-2-1886). É uma fase em que a política regeneradora da implementação das infra-estruturas ferroviárias e rodoviárias retomam a primazia, para desenvolvimento do comércio nacional. O recenseamento populacional, as estatísticas, a reforma do sistema administrativo, a legislação eleitoral, a colonização

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O Ensino no Concelho de Torres Novas na 2ª Metade do século XIX – 11 1870-1871

O Governo ditatorial de Saldanha dura pouco mais de três meses (19/5/1870-29/8/1870). Governo suprapartidário, toma medidas importantes, mas que não vão adiante. A criação do Ministério da Instrução, a reforma administrativa descentralizada do ministro do reino José Dias Ferreira. O da Instrução, D.António da Costa de Sousa Macedo, na sua

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O País (1860-70)

A década de 60 viu, após os curtos governos do Duque da Terceira (16/3/1859- 1/5/1860) substituído, por falecimento, por Joaquim António de Aguiar (1/5/1860-4/7/1860), onde pontifica como ministro do Reino António Fontes Pereira de Melo, regressar ao poder o partido dos históricos, presidido pelo marquês de Loulé (4/7/1860-17/4/1865), agora com

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Mãezinha, quando for grande, quero ser corrupto.

  A 9 do corrente mês comemorou-se o Dias Internacional da Corrupção. No barómetro global da corrupção divulgado pela transparência Internacional, são bastante pessimistas os dados que se referem ao fenómeno da corrupção nacional.   As sondagens, publicadas pelo diário O Público, mostram um país pessimista (ou profundamente realista?), que considera (83%) que

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