Home > Colaboradores > António Mário Lopes dos Santos

A imprensa Anarquista em Torres Novas

A importância de Faustino Bretes na criação dos sindicatos operários, a partir da década de 20, assim como na difusão das ideias anarco-sindicalistas no concelho Torres Novas, é indesmentível. Edgar Rodrigues, em A Resistência Anarco-Sindicalista à Ditadura 1922-1939, Lisboa, Sementeira, 1981, pág. 184, traça-lhe a biografia, que Francisco Canais Rocha

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1926 O País

Observemos o país convulso, mal saído das eleições. Nova vitória democrática, um novo governo presidido por António Maria da Silva (17/12/192530/5/1926), com as figuras mais moderadas do antigo PRP. Com maioria no parlamento, onde conta com o apoio dos deputados católicos, da Ação Republicana e dos deputados socialistas, mas tendo

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1925 – O Declínio da 1ª República Portuguesa

Os problemas políticos nacionais, no segundo semestre de 1924, agudizam-se. Interessa-nos sobretudo a cisão, no Partido Democrático, em que a ala radical, dirigida por José Domingues dos Santos, se desvincula da política do governo democrático de Alfredo Rodrigues Gaspar, obrigando-o, por derrotado no Parlamento, a demitir-se. O presidente da república

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O Associativismo Urbano em 1924 – II

No semanário de 18/1 procurámos divulgar a importância do associativismo urbano na formação da mentalidade colectiva. O agudizar do custo de vida conduziu à criação dos sindicatos operários, na sua luta por melhores condições de vida. No campo cultural, a criação da biblioteca S. Miguel, mais tarde papelaria, a norte da actual

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A decadência da democracia republicana

A crise económica, social e política, são o espelho dos últimos anos da 1ª República Portuguesa, consequências nunca resolvidas dos múltiplos interesses forjados com a intervenção pátria na 1ª Guerra Mundial. Os sucessivos governos não conseguem resolver a situação do deficit orçamental, dado que os interesses das classes so- ciais

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O Concelho em 1923 – alterações estruturais

1923 foi mais um ano de crise para o país, como tentámos demonstrar anteriormente, e Torres Novas dela se ressentiu, no sector económico de base agrícola, em contraste com a política governamental de apoio comercial e industrial republicanas. Distanciamento visível através dum poder municipal, cuja composição assentava maioritariamente no peso

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Cem Anos de Existência – A Construção dum Jornal Católico Directores de O Almonda (1918-2018)

100 anos de existência, múltiplos, diversos, por vezes antagónicos. Nascido no final do Sidonismo, percorreu, em defesa da Igreja na fase terminal do republicanismo timorato e conciliador, o final da 1ª República. Apoiante da ditadura militar, do salazarismo e marcelismo, com alguma abertura liberal a partir da década de 60,

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Partidos e Grupos Sociais Activos no Concelho 1923

Se, a nível nacional, o ano de 1923 assiste a um governo democrático de António Maria da Silva (7/12/1922-15/11/1923), a nível concelhia inicia o novo mandato a Câmara Municipal de Torres Novas, cujos dois órgãos principais são presididos pelas duas forças políticas com mais impacto concelhio: a união liberal-católica, muito

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A Política Republicana em busca de consensos políticos

A ideia que nos fica dos acontecimentos de 1922 é que, quer a nível nacional, quer local, o conservadorismo económico, social e e político, vai substituir o radicalismo urbano que conduzira, em 1921, à Noite Sangrenta de Outubro, com os assassinatos do primeiro-ministro Granjo e doutras figuras republicanas, como Carlos da Maia e Machado Santos. O

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1921 – A Mudança Conservadora

A política nacional, em 1921, está condicionada por um descrédito partidário: incapacidade de resolução, pelos sucessivos governos, dos problemas do país: luta sindical urbana e rural em defesa da melhoria das condições de vida e de trabalho, influenciada pela revolução soviética de outubro de 1917; crescimento do associativismo económico e

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A Morte de Sidónio Pais

O Sidonismo foi a primeira experiência nacional dum regime autoritário, assente em princípios corporativos, que, sob um regime presidencialista, se estruturava politicamente num partido, o Partido Nacional Republicano, nas Juntas Militares, na polícia preventiva, na censura, num parlamento onde intervêm as forças económicas e sociais. Perseguira, prendera e exilara, os democráticos de Afonso Costa,

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A Administração do Concelho no Período Sidonista (1918)

Órgão criado pelo Liberalismo (Dec. de 25/4/1835, consolidado pelo Cód. Admin. de 31/12/1836), representava no concelho o governo central. Foi extinto em 31/12/1927, passando os seus funcionários para o quadro da Câmara, a gestão para o presidente da Comissão Administrativa e em 1928, para um vereador responsável por esse sector.

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O último número de “O Torrejano”

Jornal republicano, de cariz democrático, surgido nos finais de 1915 (26/12), sendo director e proprietário Artur Gonçalves, editor e administrador seu filho Artur Vergílio Arês de Vasconcelos, termina, encerrado pela acção da censura sidonista, no seu n.º 104, em 10/2/1918. Nos seus 104 números espelha-se a opinião duma personalidade de ideologia democrática,

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1918 – Da implantação do Sidonismo ao fim da «República Nova»

1918 marca uma viragem na política portuguesa desde a queda da monarquia e a implantação da República. A revolução Sidonista coloca o Partido Democrático na ilegalidade, submete os interesses da sociedade portuguesa a um regime autoritário, ainda que sem se desdizer, republicano; o Partido Unionista, que numa primeira fase é

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Quando os mesteirais sobem ao poder autárquico

Nas vilas medievais o poder autárquico assentava na assembleia do concelho que elegia anualmente dois juízes ordinários, o procurador do concelho e os almotacés. Todos esses elementos saíam da classe dos cavaleiros-vilãos, proprietários e classe burguesa nascente, dos letrados, que constituíam a nobreza concelhia. Nas cortes, os seus procuradores eleitos

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Memorabilia – XXX 1972 -2

De Torres Novas, em 1972, selecciono alguns acontecimentos que, de forma directa ou indirecta, influenciaram os tempos em que vivemos. A guerra colonial nas três frentes e a emigração, esta principalmente para França, com números próximos de um milhão.i As inversões demográficas da sociedade lusa nas décadas seguintes resultaram destes dois

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MEMORABILIA XVIII

Localmente, a década de 1960 é caracterizada pela gestão municipal de Fernando Nunes Martins da Cunha (Março de 1962 a Fevereiro de 1974), que correspondeu, no essencial, a uma época de fomento industrial, desenvolvimento económico e planeamento urbanístico. No sector cultural, surge, em edição camarária, a revista Nova Augusta

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Memorabila XIII

A 25 de Novembro de 1961,com o nº 2111, o semanário O Almonda entrava no seu 44º aniversário.[1]Concluía editorialmente um ano crispado, pleno de mudanças, nacional e internacionalmente. Vejamos, neste segundo aspecto, as principais transformações: 20/1 - Toma posse como presidente dos Estados Unidos, o democrata John F. Kennedy;

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Memorabilia – 7

Torres Novas sempre foi uma terra cuja vida socio-religiosa-cultural  dependeu sempre das colectividades. Se até ao liberalismo a vida associativa obedecia a princípios diferentes , assentando no trabalho, nas freguesias rurais e urbanas, das confrarias socio-religiosas e  nas associações de artes e ofícios das artífices mecânicos, no século XIX, pela

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Memorabilia – 5

Chegam-me, através do Álvaro, fotografias de 1959. A adolescência regressa à memória. Por onde anda a malta do meu tempo? Que foram, após esse ano? Que resultou, não só na continuação do jornal escolar O grasnar do Corvo, como a publicação duma Revista de Finalistas, o primeiro baile aberto no

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Memorabilia – 5

Chegam-me, através do Álvaro, fotografias de 1959. A adolescência regressa à memória. Por onde anda a malta do meu tempo? Que foram, após esse ano? Que resultou, não só na continuação do jornal escolar O grasnar do Corvo, como a publicação duma Revista de Finalistas, o primeiro baile aberto no

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Memorabilia – 3

Imprensa do Concelho de Torres Novas Data de Publicação Título Biblioteca Municipal Bibliotecas 1853 O Janota Almondino Arq. B. M. T. N. - 1868 O Eco Torrejano - B.N. -J.1663//7V. 1882 A Monarquia - - 1884/1915 Jornal Torrejano Arq.B.M.T.N. B. N. 1650 1 V. J.3050; J. 3124 J.3580//117 M (a) BUc - B42-90-2 1890 Serpa Pinto - B.N. J.1655/25V. B. N. J.3580//176 M 1893 A Renascença - B. N J.770 43 A 1899 O Imparcial - BN.J.1652//19V. 1902/1910 O Petardo Arq. Pessoal -Fotocópias -últimos números B.

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O Ensino no Concelho de Torres Novas na 2ª metade do século XIX – 2

1900 -2 Nota Prévia No último artigo sobre o ensino foi publicado um quadro estatístico que, por falha pessoal, se encontrava totalmente adulterado. Com o nosso pedido de desculpas, publicamos de novo o referido quadro: Datas População Total População Masculina População Feminina Sabem Ler Homens     Mulheres Analfabetos Homens     Mulheres 1 -1-1878 4,550,699 2.175.829 2,374,870 544.556 254.369 1.631.273 2.120.501 1-12-1890 5.049.729 2.430.339 2.619.390 667.497 381.275 1.762.842 2.238.115 1-12-1900 5.423.132 2.591.600 2.831.532 736.509 425.287 1.855.091 2.406.245 Anuário Estatístico do Reino de Portugal relativo a 1900[1] Ensino

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O Ensino no Concelho de Torres Novas na 2ª Metade do Século XIX 1900

Dos três censos da população portuguesa, o quadro seguinte permite uma ideia global sobre a situação da alfabetização no país nos finais do século XIX População Total População masculina População Feminina Sabem Ler Homens  Mulheres Analfabetos Homens   Mulheres 1 -1 -1878 2.175.829 2.374.870 544.556 254.369 1.631.273 2.120.501 1-12-1890 5.049.729 2.430.339 667.499 381.275 1.762.842 2.238.115 1-12-1900 5.423.132 2.831.532 736.509 425.287 1.855.091 2.406.245 Anuário Estatístico do Reino de Portugal relativo a 1900[1] Se a população recenseada aumentou de

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